Holofotes

Publicidade [Parte 1]

A televisão assume, hoje em dia, um carácter importantíssimo na vida dos cidadãos. Não importa a razão. Apenas fá-lo. Hoje em dia, não vivemos sem uma televisão ao pé, sem querer saber o que se passa no mundo ou até no nosso país. Hoje em dia, a televisão entretém quando, no passado eram os piões e todos os jogos tradicionais.

Faz hoje duas semanas, creio, que tive uma conversa, via Twitter, com dois caríssimos colegas sobre um assunto que tem o Q de polémico: os anúncios publicitários. Quando falamos deste assunto, o nosso intelecto vai de encontro à TVI devido aos intervalos de duração significativa que esta apresenta nos seus programas. Ora, é incomum termos um programa que dure 50 minutos e, logo a seguir, um outro com a mesma duração separados por um intervalo de 15 a 20 minutos. Uma das soluções que surgiu na conversa foi a adopção do regime publicitário dos canais cabo (por exemplo, os canais FOX) que fazem 3 intervalos de 5 a 7 minutos num programa de uma hora separados por quinze minutos, mais coisa menos coisa. Embora tenhamos mais intervalos que o normal, este método, à partida, parece bom na medida em que o espectador tem uma janela para poder descansar e assimilar toda a informação que lhe foi dada.

Claro que, em teoria, tudo isto parece muito bonito. Na prática muda tudo.

“O mercado publicitário vive ao sabor do que a TV impõe.”, é uma das citações que marcou a conversa e não posso concordar mais. Como exemplificado por um colega, não é justificável passar uma publicidade sobre imóveis quando o produto produzido pela televisão está indicado para um público mais idoso que não se interessa, minimamente, sobre tal.

Claro que está que, toda esta problemática nos leva a questionar de quem é que é a culpa de toda esta monopolização televisiva. Em primeiro lugar, o dinheiro e os investimentos que deviam ser melhor pensados e mais racionalizados. Em segundo lugar, nós próprios porque deixámos que isto acontecesse. Não estou a dizer com isto que a programação deste ou daquele país seja melhor que a nota pois cada um tem o seu nível cultural, mas que poderia haver mais equilíbrio, podia. Faz, por isso, muito mais sentido que se produza um programa para uma faixa etária 18-49 e que se exibam anúncios publicitários para esse mesmo intervalo de idades.

E é nisto que a televisão portuguesa peca: há pouco movimento de dinheiros, há pouca racionalização de investimentos, há pouca margem de manobra devido a uma situação de habituação cultural. Não é de um dia para outro que esta situação muda… Não é assim. Há mercados que têm de ser respeitados. Há regras que devem ser respeitadas. Contudo, há sempre aquela janela de oportunidade, aquela pequena porta por onde se pode entrar e tentar mudar uma situação. É saber ser inteligente em pleno século XXI.

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