Holofotes

Publicidade [Parte 2]

Toda esta questão da publicidade leva-me a pensar não só nas recentes apostas dos canais para esta altura como também nas transferências de pivots e directores de programas entre os principais canais portugueses.

Em relação ao primeiro ponto, toda esta passagem da década parece que acordou todos os canais de televisão para que apostassem em novos programas e novas ideias para presentear os seus espectadores com novos meios de entretenimento. Pergunto eu:

  • Será tudo isto “ressaca” do ano novo?
  • Será que toda esta “loucura” por apresentar novos programas e em horários competitivos é efémera?

Não é que nada disto seja mau… Foi preciso uma mudança de década para tudo se mexer?

Bem, desta nova “loucura” televisiva, destaco 3 programas, um de cada canal: Prós e Contras, Portugal tem Talento e Uma Canção Para Ti.

O primeiro teve a sua emissão virada para os jovens no passado dia 28 de Fevereiro e ouso dizer que foi, até à data, um dos meus programas favoritos. Não é por ser jovem que assim o categorizei mas porque a RTP está a dar aquela voz que faltava aos jovens, aquela voz que era necessária em debates de opinião pública, em debates sobre os problemas que o nosso país atravessa e que, a cada diz que passa, parecem permanecer os mesmos. Que medidas?

Que soluções? São duas das questões que se procura responder naquele que foi, para mim, um dos melhores debates da televisão portuguesa.

O segundo que promete mostrar os melhores talentos do nosso país está nos domingos à noite em guerra aberta com Uma Canção Para Ti da TVI. O que nos leva directamente ao terceiro e a toda esta temática da publicidade.

Já aqui referi o ano passado que o “programa dos miúdos” é uma completa manobra publicitária do quarto canal. É-o e não posso negar porque colocar, de novo, miúdos para ganhar mais audiências junto da comunidade mais idosa do país, o público que mais assiste a TVI, é uma manobra barata e repreensível. Teve a sua graça no início, quando o programa era novo e a ideia parecia promissora. Agora já não. A culpa não é a dupla. A culpa é do formato que só está interessado nos números e tal é verificado com uma perda significativa de espectadores, do primeiro para o segundo programa. Já o Portugal tem Talento consegue manter-se fiel àquilo que se propôs, aquilo para que foi feito e não desilude em termos de números. Há erros? Há, mas essa conversa não interessa, por agora.

E só para o leitor ver quão a mudança de década acordou todo o pessoal dos canais de televisão, “as trocas de pessoal” que têm vindo a suceder entre canais de televisão tomaram conta da imprensa, durante a semana passada. Ora temos Judite de Sousa a mudar para a TVI, ora temos Nuno Santos a mudar da SIC para a RTP, ora temos actores da TVI a assinarem exclusividade com a SIC… Realmente, quando os canais se apercebem que a estratégia por eles aplicada está a morrer há já algum tempo ou, simplesmente, não funcionou, as tropas começam a reagrupar-se e a tentar modificar uma situação.

Tempos desesperados pedem medidas desesperadas e nunca esta afirmação foi mais verdadeira, foi mais sincera e actual como agora.

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