Holofotes

Nuno Santos vs. José Eduardo Moniz

Não se irá falar de mais nada esta semana a não ser uma coisa que deixou todos em choque: a saída de Moniz da TVI. O Director-Geral do quarto canal rescindiu o contrato com a Media Capital indo agora ingressar num projecto no qual é querido.

José Eduardo Moniz integrou a TVI há 10 anos fazendo dela o maior sucesso de Portugal não só em termos de audiências como na qualidade dos programas já exibidos e em exibição. Moniz não olhou a meios para atingir os seus fins gastando aquilo que era necessário e até mais para concretizar todos os sonhos e dar ao espectador um novo olhar daquela que já foi a mais ousada televisão generalista em Portugal.

Ultimamente, tem-se assistido a uma TVI algo nervosa, desorganizada e, acima de tudo, com medo. São já longos os anos nos quais a TVI se destaca pelas audiências senão vejamos alguns exemplos: Big Brother, Ninguém Como Tu e, o mais recente, Uma Canção Para Ti.

Contudo, neste Verão de 2009, a TVI tem sido destronada aos domingos devido ao mega sucesso TGV da SIC. A escolha do programa Nasci P’ra Cantar, com o intuito de combater o TGV não foi das melhores porque um programa escuro e algo desfocado onde Herman José não se sente à vontade para o conduzir, tornou-o secante e sem graça. Verão é sinónimo de frescura e alegria e a SIC esmerou-se e conseguiu cativar tudo e todos.

Moniz deixou uma grande marca na TVI: a ficção nacional (leia-se novelas). As novelas fazem parte integrante da TVI como sendo um forte “arrebanhador” de audiências. Hoje, o quarto canal está desorganizado, centrando-se, apenas, nas suas novelas. Tem uma programação monótona e digna de um canal de segunda.

Com a saída de Moniz, que conseguiu uma grande TVI, espero um tempo de mudança para os lados de Queluz. Apostar naquilo que é necessário sem exageros, apostar num determinado público-alvo em cada segmento do dia e mais importante, ir ao encontro dos espectadores. A TVI está sem rumo como a SIC esteve no início do ano.

Nuno Santos pode, finalmente, respirar de alívio. Afirmou que conhecia a fórmula para destronar Moniz e, pelo menos, conseguiu… ao domingo. As suas fortes apostas em programas frescos para o Verão trouxeram uma nova brisa à SIC que agora sobe em direcção à vitória.

Santos tem agora espaço para se afirmar. Organizou a SIC, transmitiu enlatados para se ver livre de desgraças e hoje apresenta ao telespectador, um horário nobre sólido capaz de chegar a todas as pessoas de forma descontraída.

Nesta guerra, espero que Santos ganhe. Precisa disso. Precisa de um novo fulgor. Precisa de pôr a SIC de novo na luta. Precisa de afirmar a SIC como afirmou a RTP. Até ao final do ano, haverá muitas surpresas tanto em Queluz como em Carnaxide. Quem vencerá?

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