Holofotes

Histórias e Segredos

A rentrée que, no mês passado, se afirmou na televisão portuguesa está em grande na TVI.

Por um lado, temos o novo reality-show, Secret Story – A Casa dos Segredos. Com uma nova forma de inovar o formato Big Brother, a TVI pegou na produção francesa (que por lá causou muita polémica) e trouxe para Portugal uma nova versão do programa onde vivemos a vida dos outros. Eu, claramente, não tenho nada contra estes programas. De facto, quando estes conseguem ser alguma coisa decente e trazem novidade à grelha ainda consigo ver por muito mau que o género seja pois gosto de ter uma opinião formada quanto àquilo que os canais me apresentam.

Sou-vos bastante sincero: já tive oportunidade de ver o Big Brother americano e, sem dúvida, que está a milhas do nosso… Não estou a dizer que é melhor pois, como tudo, também tem os seus erros mas não só a nível de jogo, a nível dos concorrentes todo o programa toma um nível diferente. Quanto ao da TVI, dá-me a entender que os concorrentes são escolhidos a dedo e sem qualquer critério de selecção dando, ao programa, um mote muito popular e sem qualquer cuidado quanto a quem pôem no ecrã.

Não é um programa mal feito, mas é algo onde reina a realidade irreal porque, convenhamos, aquelas figuras estão a ganhar dinheiro por cada dia que passam na casa… O que me garante que nada daquilo é arquitectado (falo das brigas e de todo o imbróglio que, por lá, é criado)?

É, apenas, mais um programa mediano, numa enorme lista, que vai de encontro àquilo que as pessoas mais gostam: o ser popular, o não ter intelecto, o não puxar pela sabedoria…

Ainda em época de rentrée, a TVI vai estrear mais uma novela com o nome de Sedução. Terá Dalila Carmo no principal papel e, a meu ver, só ela traz imensa qualidade a mais uma produção nacional. Não apoio as telenovelas pois estas estão muito vincadas na nossa sociedade como que o pão nosso de cada dia mas é aquilo que temos e sempre que podermos melhorar, um apoio é sempre uma mais valia. Teremos uma história inovadora? Teremos novos actores? Teremos actores de peso? Mais tarde, saberemos mais.

Para finalizar e para comemorar os 100 anos da República, a RTP criou uma bateria de documentários sobre o evento e que fizeram (e fazem) parte da nossa grelha nos dias correntes. Louvo esta atitude da RTP. Não é por ser Serviço Público e por ser seu dever, mostrar e assinalar tais datas, mas porque foi a única, de todas, que teve a iniciativa de produzir algo para comemorar uma data que, para todos os portugueses, mostra uma vitória sobre um regime que punha o povo infeliz. Nem que fosse uma produção de meia-hora de um único episódio mas, ao menos, as privadas escapavam àquilo que é normal e fútil. Mas, mais uma vez, deixaram o dirty work para a RTP.

Estamos, quase, no fim de 2010 e este que prometia ser um ano de mudança por ser o fim de uma década e de uma era onde as mudanças televisivas reinaram, está a ser uma despedida sem brilho, sem qualquer amor. Ainda há tempo de redenção mas será que será aproveitado?

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