Holofotes

Desafios do Futuro

O leitor, por acaso, já passou os olhos ao programa The Amazing Race (“O Grande Desafio”, em português) que passa no canal Sony?

De qualquer das formas, este programa acompanha 11 equipas ao redor do mundo, numa corrida pelas várias cidades dos 5 continentes e na concretização de várias etapas através de provas em que os factores físico, mental e lógico são levados até ao limite. Um concurso deveras interessante na medida em que é dado a conhecer ao espectador novas culturas e, portanto, novos mundos como também diverte ao longo dos 45 minutos que compõem um simples episódio.

Pergunta o leitor porque é que eu chamei à conversa um concurso de corridas. De facto, a exibição da décima sétima temporada na América veio-me dar uma ideia… Ora, quão interessante seria de colocar os directores de programas dos quatro canais generalistas a correr à volta do mundo durante a qual eram submetidos a testes intensivos para provar que são, realmente, merecedores e capazes de realizar o seu trabalho com a maior perfeição possível.

Não era de todo uma má ideia pois assim, estes senhores poderiam espreitar toda uma panóplia de ficção internacional que, de certa forma, iria ser bastante benéfico para se iniciar a nova década com um novo olhar sobre o que é a televisão nacional.

Nesta corrida imaginária que vos apresentei, ouso dizer que o vencedor seria a RTP2 e que a primeira a ser eliminada seria a TVI e todos vós sabem porquê, não valendo a pena incidir sobre um assunto que está mais que falado e que não tende a desaparecer nos próximos tempos.

O melhor (leia-se, o maior ultraje) desta minha semana foi passar pelo TVI24 e ver tudo aquilo pelo qual tenho batalhado neste meu espaço há 23 crónicas atrás. O TVI24 exibe documentários interessantíssimos e de uma cultura espectacular e que me deixaram positivamente fascinado e, de certa forma, chocado. Porque é que a boa programação tem estar no Cabo que muitas pessoas ainda não têm acesso? Porque é que a cultura está toda lá e não é extrapolada à casa-mãe? Audiências? Se colocassem o documentário ao fim-de-semana, num horário a definir, talvez a TVI ficasse mais apelativa de se ver. Não é por nada que, há dias me disseram (e cito): “Eu não vejo a TVI… Só novelas. Farto-me por ser sempre a mesma coisa.”. Enfim.

Diversificar é o mote da próxima década e, por isso, cabe à televisão inovar em todos os ramos em que a televisão se divide. Há 10 anos atrás, isto era o Futuro: uma televisão dinâmica, forte e ao nível da internacional. Já que pouco ou nada fizemos para tal, talvez daqui a 10 anos possamos olhar para hoje e dizer: “Mudámos para melhor.”.Acontecerá tal? Só daqui a 10 anos se saberá. Até lá, vamos tentando vencer as batalhas. A Guerra da Diversidade ainda agora começou…

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