Frente de Destaques

Agitação Aparente

“Guerra” entre Moniz e Júlio Magalhães continua. Joana Santos em Laços de Sangue partiu de sugestão da Globo. Marina Mota sem convites para televisão. Pedro Granger com receio de acumular Secret Story e Malmequer. João Manzarra teme cansaço junto do público. André Cerqueira confessa-se à Notícias TV.

Senhoras e senhores, está aberta a Frente de Destaques desta semana!

A primeira semana de Setembro foi, surpreendentemente, pouco produtiva no que a novidades sobre a nossa televisão diz respeito. Salvo raras excepções, claro está. Mas, em inicio de mês de rentrée era de esperar que as grandes apostas começassem a ganhar forma. Se, do lado da SIC já tudo está anunciado há algum tempo, da TVI mantém-se tudo calado. Tirando a apresentação oficial de Fátima Lopes como cara TVI e a confirmação de que o seu programa se vai chamar Agora é Que Conta, continuam sem existir mais movimentações. Agora uma pequena perguntinha: não foi André Cerqueira que disse, recentemente, que todas as novidades da estação seriam apresentadas na terceira semana de Agosto? Tenho ideia de que li isso em algum lado. Ora, já estamos a entrar na segunda de Setembro e nada de novidades. Estranho, não?

 

Mas vamos aos destaques da imprensa. Desde o fecho do jornal 24 Horas, jornal que tanto me ajudava aqui nesta crónica, que as notícias diárias são muito escacas. Os diários generalistas continuam a dar pouca importância ao pequeno ecrã, logo, restam-nos as revistas semanais para alegrar a semana. E como, desta forma, tudo começa à terça-feira, com a TV 7 Dias, não deixa de ser uma surpresa a notícia de que foi a TV Globo que sugeriu uma jovem actriz, com pouca experiência para o papel de antagonista de Laços de Sangue.

Vendo bem as coisas, não é uma grande, grande surpresa, até porque esta é uma política comum na emissora brasileira, mas não deixa de ser curioso a SIC aceitar esta política. A meu ver, tudo isto vem provar que a estação de Carnaxide está mesmo empenhada em fazer um bom trabalho e, desta forma, “usar ao máximo” todos os conselhos da sua parceira. Mas, há uma questão que se coloca. Será Joana Santos capaz de provar ser capaz de ultrapassar o desafio que lhe propuseram? Pelo que já vi nas promos, a actriz vai muito bem. Com um visual bem adequado, cheira-me que temos prova superada. Resta aguardar por dia 13 de Setembro, quando A novela da nossa gente chegar aos ecrãs.

 

E se a Globo sugeriu uma jovem actriz para um desafiante papel na próxima trama de Carnaxide, parece que ninguém dá trabalho a uma das mais talentosas actrizes e humoristas da nossa praça. Foi isso mesmo que Marina Mota confessou à revista Nova Gente desta semana.

Não deixa de ser estranho que haja lugar para o humor de Camilo de Oliveira em televisão, que quanto a mim está mais do que ultrapassado, e não existir um espaço para a antiga esposa de Carlos Cunha. Sou suspeito a falar de tudo isto, até porque a admiro bastante, mas tenho para mim que as estações de televisão andam um pouco a “dormir”. Marina Mota tem um talento inato e, como provou em Fascínios não tem capacidades apenas para séries humorísticas.

Porque não voltarem a convidá-la para uma telenovela? A actriz já deu provas de que supera o desafio. É, efectivamente, muito estranho tamanho desaproveitamento. Até porque ela faz falta à televisão. Tem uma capacidade genuína e disso, ninguém tem dúvidas. Quem perde, para além de Marina Mota, são, claramente, os telespectadores.

 

Quem parece estar com medo de perder público é o apresentador revelação de 2009. É isso mesmo que está a pensar, João Manzarra confessou à Notícias TV desta semana que tem receio de que o público se “canse dele”.

Há já algum tempo que a crítica vem alertando para esta possibilidade. Basta ter em mente que o jovem comunicador no último ano e meio não “parou um bocadinho”. Ele foi Curto-Circuito, SIC Ao Vivo, TGV, Ídolos e, mais recentemente, Achas que Sabes Dançar?. Muita coisa em muito pouco tempo. Eu próprio partilho desta opinião, mas, tendo em conta a estratégia da SIC, talvez tenha sido o melhor para João, que, desta forma, conseguiu demonstrar as suas capacidades e afirmar-se como uma aposta de futuro.

Agora com o Ídolos novamente à porta, os erros já não serão aceitáveis e, aí  sim, o apresentador terá que provar a grande aposta que nele fizeram. Em Janeiro, que lhe dêem o merecido descanso e o deixem descansar um pouco a imagem. Caso contrário, o público poderá mesmo cansar-se.

O que parece não estar “cansada” é a troca de “galhardetes” entre José Eduardo Moniz e a informação da TVI. Depois de o antigo director-geral da estação ter criticado ferozmente a informação que lá se pratica, eis que Júlio Magalhães vem a público “responder” ao antigo responsável. E, para isso, foi entrevistado pelo Correio da Manhã e pelo Diário de Notícias.

Não tenho muito a dizer sobre isto, até porque não sou muito apreciador da informação de Queluz de Baixo, mas elogio o facto de o actual director de informação não ter ficado calado face às críticas de Moniz. No entanto, concordo em grande parte com as declarações deste último. Não é de agora que a os resultados são fracos e, embora estejamos em Agosto, sinónimo de fraco consumo televisivo, não é por isso que a concorrência perde audiência nos seus noticiários, então porque será esta uma justificação para a quebra da TVI? Há razões de alarme, claro, e não dão de agora. Desde o escândalo com o final do Jornal Nacional de sexta-feira que as coisas não estão bem. E José Eduardo Moniz só veio por um pouco mais de água na fervura.

Todavia, o agora vice-presidente do grupo Ongoing poderia ser um pouco menos feroz nas criticas…

 

Quem não tem medo de nada, ou pelo menos não aparenta ter é, precisamente, o aparente sucessor de José Eduardo Moniz. André Cerqueira concedeu uma entrevista à edição desta semana da Notícias TV, na qual fala um pouco sobre tudo. Muito bem elaborada pelo director executivo da publicação, continuo a achar que o director de programas da TVI se contradiz por diversas vezes.

Ainda assim, elogio-lhe a determinação que demonstra e a vontade de fazer algo, todavia, penso que há muitas coisas por contar. Gostei do secretismo que coloca à volta de Secret Story, dos elogios que faz a Júlia Pinheiro e da forma como falou da sua relação com Gabriela Sobral: “não éramos muito próximos e discutíamos muito”, disse. Por outro lado, penso que a forma que encontrou para dar o seu parecer sobre a pareceria entre a SIC e a TV Globo foi deveras incoerente, até porque criticar Passione, comparando-a com Meu Amor é como comparar um copo de sumo natural com um café mal tirado. Simplesmente não existe comparação entre as duas.

 

E, como não podia deixar de ser, o último destaque da semana vai, precisamente, para o novo reality-show da TVI. Se a data de estreia continua uma incógnita com cada uma das revistas especializadas a dar-lhe um dia diferente, parece que vai voltar a apostar-se num canal de acompanhamento permanente. Embora seja ainda cedo para falar sobre isso, é quase certo que esta é uma ideia para ir para a frente. Tendo em conta o conceito do programa tenho a certeza de que é uma boa aposta. Até porque, espera-se, Secret Story volte a revolucionar a televisão portuguesa e, desta forma, será mais uma fonte de dinheiro para os cofres da estação.

À parte este assunto, é também curiosa a noticia avançada pela TV Guia, que dá conta de que Pedro Granger está com algum receio de acumular as funções de repórter de Secret Story com as gravações de Malmequer. Ora, sabendo nós das grandes capacidades deste actor, tenho poucas dúvidas de que não seja capaz de acumular os dois projectos. Todavia, o público é que poderá não conseguir distinguir o Pedro que dá vida ao Tiago da história de Rui Vilhena e o Pedro que estará em reportagem para o reality-show da TVI.

Em semana importante para a justiça portuguesa, é claro que o Protagonista só poderia ser Carlos Cruz, que tanto destaque mereceu em qualquer um dos órgãos de comunicação social. Condenado a sete anos de cadeia por pedofilia, o antigo apresentador de televisão mantém-se firme e hirto e quer provar a sua inocência. Não sei se está ou não inocente, mas, a meu ver, ainda há muito por dizer sobre o processo Casa Pia, muitos pormenores que estão por contar. Mas, de uma coisa, estou quase certo, caso seja, efectivamente preso, Carlos Cruz não voltará mais a fazer aquilo que tão bem fez durante tantos anos. E isso sim, é uma pena.

 

Ainda antes de terminar, e como é já habitual, deixo-lhe algumas sugestões para a semana que se aproxima:

Amanhã, pelas 21h30, não perca a estreia da sexta temporada de Médium, no AXN. Meia hora mais tarde, mas no FX, chega uma nova temporada de Sons of Anarchy. Terça-feira, não perca mais um Programa do Jô, na TV Globo Portugal, às 21h45 e desta vez com um convidado muito especial: o português António Gomes da Costa. No dia seguinte, pelas 21h30, não se esqueça de ver o primeiro episódio de The Forgotten, na FOX. Quinta-feira estreia no mesmo canal, quando o relógio marcar 22h40 a terceira temporada de Flashpoint. Sexta-feira, às 15h40 veja a última emissão de Vida Nova, cujo convidado central será Aguinaldo Silva. Domingo, é tempo de nos despedirmos de Projecto Moda, na RTP e dar as boas-vindas à quarta temporada de Ídolos! A não perder!

Termina assim mais uma edição de Frente de Destaques!

Até para a semana!

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