Frente a Frente

Frente a Frente (agosto)

Frente a Frente

Tal como é habitual, o verão trouxe à grelha televisiva novos formatos de entretenimento. Se, no ano passado, RTP1 e SIC apostavam, respetivamente, em Projecto Moda e À Procura do Sonho, este ano a TVI também entrou no campeonato. Assim, Canta Comigo compete em 2011 com MasterChef e com mais uma temporada de Chamar a Música. São estes os três programas em destaque na edição deste mês do Frente a Frente. “Qual o seu preferido?”, é esta a pergunta!

Foi estreado por Herman José, e repescado pela direção de programas da estação de Carnaxide para os meses quentes de 2011. Comandado por João Manzarra, o programa da SIC tem sido o grande vencedor dos domingos à noite, com os famosos a tentarem dar cartas no mundo da música. Acompanhados pela banda composta pelos nomes que todos nós já conhecemos, e por bailarinos de anteriores concursos da casa, Chamar a Música tem vingado no horário que era ocupado por Peso Pesado.

Os pontos altos do formato baseiam-se essencialmente em três aspetos: caras conhecidas do grande público, simpatia do apresentador e a tentativa do telespetador em acertar na letra de uma determinada canção. De resto, pouco ou nada se pode apontar a esta nova temporada de Chamar a Música. Ciente de que o objetivo da estação de Carnaxide foi apostar num produto light, que convencesse de forma rápida os portugueses a ficarem sintonizados na SIC nas noites de domingo, então é necessário concluir que esse objetivo foi conseguido.

Na TVI, a oferta é fraca, apesar de Canta Comigo ter subido nas audiências desde a sua estreia. Rita Pereira é uma atriz, e não uma apresentadora, logo Chamar a Música fica obviamente em vantagem. Por outro lado, na estação pública, a programação para as noites de domingo acaba por ser irrelevante, não chegando a competir sequer com a SIC e TVI.

Assim, o que dizer mais do programa apresentado por João Manzarra, para além de cumprir os requisitos mínimos? Nada. Chamar a Música não passa de um formato de karaoke, com famosos a tentarem cair nas graças do público português. É um projeto que resulta, mas que não surpreende, acabando assim por demonstrar a pobreza do espetáculo que apresenta.

Cativa, mas não nos faz querer que está ali um grande programa. Será esse o objetivo de um canal na realização de qualquer aposta televisiva? Duvido. Se esta realidade estiver patente nos grandes formatos que o mês de setembro irá presentear aos telespetadores, então algo irá correr mal!

Mais criatividade precisa-se!

Diogo Santos

Canta Comigo é, claramente, um formato que tem gerado uma grande divisão de opiniões. Se uns adoram, outros acham terrível. Agora é preciso considerar a conjuntura em que está a ser produzido. Trata-se de um formato de verão, época em que há uma quebra do consumo televisivo e vem ocupar as noites de domingo na grelha da TVI, para diversificar um pouco da oferta novelesca habitual.

E qual é então o ponto de discórdia? É a apresentadora. Rita Pereira estreou-se de forma bastante tímida e com muito pouco à vontade. A produção e realização também não têm vindo a colaborar positivamente para o sucesso do Canta Comigo. Porém, tem vindo a ocorrer uma evolução positiva e no fundo, este programa cumpre a sua função. O formato não é inovador, mas é adequado a esta época do ano, não obstante os problemas derivados das condições meteorológicas.

Já o júri acaba por ser um pouco inusitado, com Luís Jardim a ter uma postura de ataque, enquanto Fátima Lopes e, geralmente, os convidados, a fazerem apreciações com muito mais sensibilidade para com os jovens concorrentes que perseguem o sonho de ter uma carreira musical. Porém, estou certa que este não é o formato que os vai levar para as luzes da ribalta… será mais para terem os seus 2 minutos de fama.

Em suma, sendo fácil e barato, não dá milhões, mas vai dando umas audiências nos domingos da TVI. É por esta razão que, embora não seja nem de perto nem de longe um programa que aprecie muito, pessoalmente, creio que se analisarmos a relação custo-benefício, veremos um saldo positivo.

Diana Casanova

Nunca fui muito fã de formatos internacionais. Sempre tive maior prazer em ver produtos em português, contudo, fiquei apaixonado por dois programas que a SIC Mulher transmite. The Biggest Loser e MasterChef – Australia. E quando soube que em Portugal SIC e RTP os iriam produzir, aplaudi de pé.

Foi no início do passado mês de Julho que arrancou MasterChef Portugal na televisão pública. Um programa diferente do que estamos habituados a ver na televisão portuguesa, com três chef’s que muitos de nós desconheciam e que tinha algo que nunca fora abordado em reality/talent-shows, a culinária.

Portugal é conhecido por ser um país com uma excelente gastronomia e este programa vem ao encontro desse mito, que até é verdade, acredito eu. E é, de facto, apaixonante ver a dedicação de cada um dos candidatos que tentou a sua sorte no programa. Mesmo aqueles que não ficaram tentaram seguir o sonho de se tornar cozinheiros e isso é de louvar.

Ao contrário do que acontece em outro tipo de formatos, neste há uma pequena grande particularidade. Se nós, telespetadores poderemos ser “júris de bancada” e dizer “aquele concorrente dança ou canta bem”, quando pensamos num programa sobre culinária a avaliação torna-se muito mais difícil. Sim, é verdade, eu sei que “os olhos também comem”, mas há pratos que podem ter um excelente aspecto e depois não terem sabor nenhum. Contudo, e como “experts” que são, Justa Nobre, Ljubomir Stanisic e o chefe Cordeiro sabem bem aquilo que é bom e o que é menos bom. E é na opinião deles que confiamos.

Na minha opinião, MasterChef merece todo o tipo de elogios. Está maravilhosamente bem conseguido, tem concorrentes verdadeiramente fantásticos, a provar, inclusivamente pelas oportunidades que já tiveram após o programa, e é um formato que poderia agradar a qualquer telespetador. Mas há a eterna questão de ser na RTP e de não ter o investimento que os canais privados fazem.

Talvez por isso, os números não contem assim tanto. Mas o certo é que o programa tem já um fiel número de seguidores, que estão completamente vidrados. Eu sou um deles e cada vez que este tema vem à baila, defendo sempre que estou ansioso por uma nova edição. É que em MasterChef, ao contrário do que acontece em outro tipo de programas televisivos, os concorrentes não vêem em busca da fama, mas sim de um lugar no mundo da culinária. E isso é de louvar.

Oxalá seja um formato que se mantenha por muitas temporadas na RTP. Mas com o atual cenário da privatização é um cenário que me parece muito longínquo, o que, no meu entender, é uma enorme tristeza. Afinal de contas, e também não sou eu apenas a dizê-lo, este foi o programa mais bem conseguido deste verão. A escolha também era restrita, diga-se de passagem, mas isso não retira o mérito.

Tiago Henriques

  • João

    Adoro ver o Chamar a Música e gosto de ver MasterChef. Canta Comigo foi uma grande falha da TVI. MasterChef está muito bem conseguido, mas não é um programa que me vicie, mas gosto muito de ver. Chamar a Música, apesar de não ser inovador, faz rir, é alegre e anima as noites de Domingo.

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