Fora de Série

Touch

O Fora de Série está de regresso e, esta semana, analisamos Touch, o novo drama que é protagonizado pelo conhecido Kiefer Sutherland e pelo jovem talentoso David Mazouz. A série é recente e ainda foi apenas emitido o primeiro episódio além-fronteiras, mas A Televisão traz-lhe desde já uma primeira apreciação ao enredo.

Touch centra-se na história do pequeno Jake Bohm (David Mazouz) que não fala e tem um comportamento diferente das outras crianças da sua idade. No decorrer deste primeiro episódio descobrimos que na realidade ele consegue prever eventos do futuro através de análise de números. Contudo, pelo facto de não falar, torna-se complicado exprimir-se e é aí que surge o seu pai – Martin Bohm (Kiefer Sutherland) – que tenta ajudar o seu filho a exprimir-se. A sua incapacidade para se integrar na sociedade fazem com que Jake tenha muita dificuldade em relacionar-se com as outras pessoas, incluindo o próprio pai, mas este vai tentar agir em função das previsões do filho, procurando impedir que eventos negativos possam efectivar-se.

O que é mais fascinante nesta série é a utilização dos números para desvendar o futuro. Através de associações, cálculos e sequências, o pequeno Jake consegue prever eventos do futuro, o que, para uma pessoa que gosta imenso de números e cálculo, como eu, se torna extremamente atraente. Por outro lado, existe também o facto do ator que desempenha o papel de Jake ser uma surpresa, pela positiva, visto que consegue imprimir uma carga dramática muito forte à história, fazendo com que o telespectador se apegue à sua personagem. Já o eterno Jack Bauer (24)acaba por ser isso mesmo, o Jack Bauer. Confesso que tenho alguma dificuldade em dissociá-lo dessa tão marcante personagem.

Apesar disso, creio que a história tem potencial para se desenvolver positivamente, assim o criador de Touch o queira – Tim Kring – visto que receio que a série se possa tornar demasiado “procedural”, isto é, com casos semanais em que pouco ou nada se desenvolve do enredo principal. Tenho curiosidade para conhecer mais do pequeno Jake, o seu passado, a origem desta sua capacidade, entre muitas outras questões que tenho, mas se se “perder” demasiado tempo com histórias secundárias poder-se-á perder também a essência de Touch.

Sem dúvida alguma que Touch toca no telespectador. Daí que recomende vivamente a quem apreciar séries que misturam a ciência com a espiritualidade, mas também (espera-se) algumas surpresas. Infelizmente, agora só em março haverá novas aventuras de Touch, pelo que nos resta aguardar. Para já, não temos conhecimento da data em que estreará no nosso país, mas pode, desde já, ver o trailer.

Para a semana voltamos com mais séries. Até lá!

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  • BT

    A televisão americana fala comigo de uma maneira que a portuguesa nunca irá falar. Gosto dos episódios semanais, não cansam nem enrolam as histórias e permitem uma maior disponibilidade de antena para passar um enorme leque de séries diferentes.
    Neste momento (entre muitas outras) estou a acompanhar Touch. Gostei bastante, acho que é muito interessante, o elenco é realmente bom. No entanto tenho de admitir que estou desiludido. Não consigo acompanhar séries como House, CSI, Dexter, Mentes Criminosas etc etc devido à “falta de história” – quero com isto dizer que não há necessariamente uma continuidade. As personagens principais estão lá todos os episódios, sim, mas cada semana mostra um caso isolado.
    Quando vi o episódio piloto do Touch fiquei entusiasmado: um bom elenco, uma boa história, uma boa direcção. Envolvi-me com aquelas personagens e a maneira como elas se ligavam, quis ficar a saber como tudo ia acabar. Pelos vistos soube na hora, apenas ainda não tinha descoberto. No 2º episódio as personagens eram diferentes e as respectivas histórias também, obviamente, Não gosto do conceito de me envolver com personagens que só estão ali 50 minutos.
    Preciso de mais para saber o que acho.

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