Fora de Série

The Playboy Club

FdS

Hoje, terça-feira dia 1, o Fora de Série está de regresso à A Televisão e traz consigo uma das séries mais irreverentes algumas vez apresentadas na televisão aberta.

The Playboy Club, desde o dia em que foi apresentada como um produto a exibir à segunda-feira, a partir de setembro, na NBC, causou muito burburinho na comunidade tanto do lado do espectador como do lado dos críticos. Club leva-nos numa viagem temporal aos anos 60 a conhecer um clube muito particular que fazia furor em Chicago; um clube onde o erotismo e a beleza feminina era a sobremesa e onde os homens se sentavam a fumar, a beber e a divertir-se com os espectáculos musicais que por lá eram organizados.

Não se engane, caro leitor, com a série. De facto, por mais que o título possa sugerir a algo bem mais ousado e sexual do que aquilo que realmente é, a série, quando vista de uma outra perspectiva, é um excelente produto com o qual o tempo não é desperdiçado.

Além disso, por se passar numa das épocas que mais furor tem feito nas séries exibidas na televisão por cabo, por exemplo, Mad Men, faz com que esta seja tão ou mais picante e acima de tudo tão ou mais interessante que muitos outros procedurals ou até dramas que já perderam, há muito, a sua essência.

Apresentação

Personagens

De um rol enorme de personagens, especialmente por causa das atrizes que fazem de coelhinhas, vou destacar as personagens mais importantes e que tiveram um papel major nos 3 únicos episódios exibidos.

Nick Dalton (Eddie Cibrian) – Com Maureen, fazem o par principal desta história. Advogado e a pensar concorrer para promotor público, Nick ajuda Maureen a encobrir o crime por ela realizado e promete não mais a deixar desprotegida, promessa que não agrada a Carol Lynne.

Bunny Maureen (Amber Heard) – A personagem principal de toda esta história. Depois de um assassinato que não devia ter ocorrido, Maureen assume o portagonismo da história quando John Bianchi começa a sondá-la por informações sobre esse assassinato. Mais ainda, é ela a voz da inovação pois quer ir mais além naquele clube e ser como Carol Lynne.

Carol Lynne (Laura Benanti) – A veterana do clube e a namorada de Nick Dalton. Ostenta beleza com os seus espectáculos musicais e pela sua vontade de gerir o clube.

Billy Rosen (David Krumholtz) – O administrador do clube e aquele que resolve os problemas de imagem que este possa vir a ter. É ele que gere os dinheiros e, até passar a tarefa para Carol Lynne, é ele que dá o sim ou não definitivo para as meninas que desejem entrar neste mundo.

John Bianchi (Troy Garity) – O filho do chefe da Máfia em Chicago. Depois do assassinato de seu pai no Clube, do qual ele não tem qualquer conhecimento, está disposto a obter informações sem se preocupar com os meios que possa arrastar pelo caminho. Calculista e com uma personalidade bastante forte.

Porque devo ver esta série?

Não devemos julgar um livro pela capa, tal como não devemos julgar esta série pelo seu nome. De facto, uma das coisas que me fez voltar todas as semanas, durante a sua exibição, foi o facto de aquela época ser muito rica em guerras morais e, sobretudo, no ascender de uma nova visão sobre o erotismo e a sexualidade, temas proibidos nessa altura e que hoje, em certas zonas, ainda o continuam a ser.

Além disso, a abordagem feita a nível de história, o ambiente que se vive no bar através das personagens e os maravilhosos números musicais deixam qualquer apaixonado por História ou mesmo até por aquela época, maravilhado.

É uma série fácil de acompanhar pois todas as personagens são simples e “pedem” para as conhecermos. E não vou dizer que, quando as começamos a entender, a série eleva-se a um novo patamar.

O que podia ser melhorado?

A série, a meu ver, poucas coisas tem a melhorar, dos episódios que vi. Devo notar, no entanto, alguma falta de brio na produção dos cenários daquela época que, como visto no piloto, especialmente na casa de Nick Dalton, o estilo muito futurista da mesma retirou alguma credibilidade ao produto.

Curiosidades

Por ser bastante controversa, a série esteve envolvida num “problema” semanas antes de ir para o ar. A PTC quase que obrigou a NBC a retirá-la do ar por causa do conteúdo pornográfico.

Com três episódios exibidos, a série manteve uma média muito próxima dos 6 milhões de espectadores.

The Playboy Club foi, nesta temporada, uma das séries mais irreverentes que marcou todo o panoramana das estreias. Com o tema “sexualidade” a ser menos tabu na nossa sociedade, Club mostrou ser um produto que vai contra o paradigma social sobre esta temática. Club mostrou que, como ela, muitas mais poderão aparecer e que, futuramente, todas as nossas mentes serão bem mais abertas a um assunto que ainda choca muitos e faz corar outros.

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