Fora de Série

Royal Pains

Bem-vindo, caro leitor, a mais uma edição do “Fora de Série”, a rubrica semanal que o leva a descobrir este mundo imenso das séries. Esta semana (e nem a propósito) olhamos para um drama médico que faz parte da grelha de verão do canal USA, nos Estados Unidos, Royal Pains, conhecida, no nosso país, como “Mágoas de Grandeza”.

“Hank Lawson”, interpretado por Mark Feuerstein, apresenta-se como um médico num hospital com uma vida, para além de atarefada e stressante, se mostra completamente direccionada em ajudar pessoas. No entanto, uma má decisão por si tomada leva-o a responder perante a administração do hospital que, descontente com a sua atitude perante um homem da alta sociedade, o despede deixando Hank completamente de rastos.

Mas, como todas as mudanças numa vida custam e são difíceis de digerir no início, com a ajuda do seu irmão, “Evan R. Lawson” interpretado por Paulo Constanzo, seguem para os Hamptons onde montam uma clínica, a “HankMed” em que “Hank” é o médico e “Evan” o seu consultor financeiro.

À equipa, no decorrer da primeira temporada, junta-se a assistente “Divya Katdare”, interpretada por Reshma Shetty, que ajuda “Hank” nas mais diversas situações médicas que surjam naquele sítio luxuoso e que respira beleza.

“Royal Pains”, nos Estados Unidos, encontra-se na sua terceira temporada e está no ar desde 2009, ano que ensinou estes personagens (e o espectador) que mudar de vida nem sempre é mau e da mudança pode-se tirar o melhor partido possível.

Antes de passarmos para as personagens, fique, caro leitor, com o trailer de apresentação à série.

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A nível de personagens temos quatro que compõem o motor da série: “Hank Lawson”, “Evan R. Lawson”, “Divya Katdare” e “Jill Casey”.

“Hank Lawson”, como disse acima, vê-se obrigado a mudar de vida e a não perder o dom de ajudar as pessoas. Com a ajuda do seu irmão, montam uma clínica nos Hamptons cujo objectivo é promover, não só, uma ajuda ao hospital local como também permitir um auxílio mais rápido, mais eficiente e mais pessoal, a cada paciente que deseje ser tratado por “Hank” ou “Divya”.

“Evan R. Lawson” é o irmão que ajuda a mudar de vida e a fazer uma viagem até um dos locais mais ricos e invejados dos Estados Unidos. É ele que ajuda com as contas da clínica, “HankMed”, e é também ele que tem uma palavra a dizer sobre os orçamentos, patrocínios e a fama que a clínica possui.

“Divya Katdare” é, talvez, uma das personagens mais interessantes desta série. Sendo alguém de origem indiana, toda a sua vida foi feita baseada em princípios muito fechados que limitavam, em muito, toda a sua forma de viver. À medida que a série decorre, observa-se, claramente, todos aqueles conflitos interiores que “Divya” possui no que toca a conciliar toda a sua prática com o estilo de vida que adoptou desde pequena. Mas, tal como “Hank” também ela muda, um pouco de vida, e, quando se tem de casar porque os seus pais assim o querem e bem entendem, os seus ideais são muito diferentes.

Por último, temos “Jill Casey” que se torna a chefe do hospital local, “Hamptons Heritage” e aquela que responde às altas figuras da administração do hospital. “Hank” vê nela, não só uma amiga colorida, como também uma aliada no tratamento dos vários pacientes que encontra ao longo da sua jornada.

Royal Pains é, de facto, um drama médico de verão pois, em todos os episódios, são-nos mostradas várias paisagens dos Hamptons e, além disso, o tratamento do caso e todo o enredo do episódio não têm aquela densidade tão vincada como se vê em House ou mesmo Grey’s Anatomy.

Apesar de o final da segunda temporada não ser, de todo, algo que nos catapulte para a terceira temporada, Royal Pains mostrou-se uma série capaz ao longo das suas três temporadas e com uma história capaz de igualar muitas outras que são exibidas todos os dias nos mais diversos canais. Com o selo de qualidade do canal USA, que também já nos apresentou White Collar, “Apanha-me Se Puderes, em português, Covert Affairs, “Agente Dupla, em português e Burn Notice, “Espião Fora-de-Jogo, em português, esta é uma série a ter em conta na sua lista.

Tendo sido exibida no canal Sony, há dois anos, actualmente, Royal Pains não figura em nenhuma das grelhas de programação dos canais portugueses.

Jorge Pontes

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