Fora de Série

Pillars of the Earth

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O Fora de Série desta semana recorda uma mini série recente do canal de cabo americano – Starz – que foi uma das primeiras apostas deste canal e, cada vez mais, da televisão em geral quanto a produções de fantasia e, neste caso, históricas.

Pillars of the Earth (Pilares da Terra) é baseada nos livros com o mesmo nome do autor Ken Follett e tem a marca de Ridley Scott (Gladiator, Robin Hood) como um dos produtores executivos. Trata-se de um produto épico que nos leva até à Inglaterra do século XII, centrando-se na história de Tom (Rufus Sewell) que após perder a sua mulher se dedica à construção de uma obra grandiosa – uma catedral. É com a ajuda dos filhos e da população local que a tentará concluir contra os interesses de alguns elementos da Igreja e Realeza.

Essencialmente, Pillars of the Earth dá-nos a conhecer a promiscuidade que predominava entre a Igreja e a Realeza, no sentido de perceber as injustiças que se cometiam nesta época por força dos interesses destas duas instituições que se protegiam mutuamente. Porém, como existe sempre nas séries de televisão, aqui também há pessoas que não se conformam com a situação que se vivia e, por isso, decidem lutar pelos seus ideais, é o caso de Tom, mas também do Prior Philip (Matthew Macfadyen) que tenta lutar contra a corrupção habitual na Igreja daqueles tempos.

Assim, com cenários absolutamente fabulosos, efeitos especiais muito bons, interpretações fabulosas e um ritmo interessante, esta mini série é uma daquelas obras que merece ser vista por todos, quanto mais não seja por aqueles que apreciam este género de ficção.

Fique a conhecê-la melhor com o seguinte trailer.

http://www.youtube.com/watch?v=GSa6AhEWebA

Quem é quem?

Pillars of the Earth é muito rica em personagens fortes e muito carismáticos, pelo que seria “injusto” até, está a mencionar apenas alguns. Existe uma grande cumplicidade e química entre os actores, tanto a nível romântico como numa perspectiva de amizade ou inimizade. Se há séries deste género que, no meu entender, pecam por parte do elenco não estar ao nível do restante (o exemplo mais recente é Camelot), aqui o elenco tem todo um desempenho absolutamente soberbo. Neste sentido, mencionarei os actores que mais curiosidade e atenção podem atrair, nomeadamente Ian McShane, Eddie Redmayne, Hayley Atwell, Natalia Wörner, entre outros.

Por que não devo perder esta série?

Como já foi referido, esta mini série é uma obra soberba, tanto ao nível dos efeitos visuais que utiliza para atrair os telespectadores, como no que respeita ao elenco e à história em si. Devido ao facto de existir um gap temporal no decorrer dos oito episódios que constituem Pillars of the Earth, podemos assistir de uma forma mais rápida a uma evolução das personagens, percebemos quais foram as consequências das suas acções e compreendemos os resultados da ambição desmedida que predominava naquela altura. Não existem os tão fáceis e odiados clichés, ou pelo menos nenhum de maior, nomeadamente no que se refere às relações entre as diversas personagens.

No fundo, a série consegue oferecer fantasia, uma história interessante, romance e carisma a um género que está cada vez mais em voga, com as estreias de Camelot (Starz – pode ler o Fora de Série aqui), Game of Thrones (HBO) e The Borgias (Showtime) a provarem o investimento que tem sido feito neste âmbito. Porém, pelo que foi dado a conhecer de todas elas, Pillars of the Earth parece ser a mais calma em termos de batalhas e conflitos físicos, a par de Camelot (que nesse âmbito desiludiu-me muito). Porém, esta mini série consegue colmatar esse facto com uma densidade elevadíssima das suas personagens e da trama que as une.

O que pode ser melhorado?

Devido ao grande número de personagens, numa fase inicial é difícil acompanhar, de certa forma, as primeiras aventuras de Pillars of the Earth, mas uma vez conhecidos, é uma história fascinante. Aliás, deve ser vista e revista, para que nos apercebamos de tantos pormenores que à primeira visualização poderão escapar.

Onde posso ver?

De momento, não é transmitida por nenhum canal, sendo que no ano passado ficou a cargo do canal de cabo AXN e da TVI a sua exibição no nosso país.

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