Fora de Série

Homeland

Este mês trago até a este Fora de Série uma série premiada recentemente com os Globos de Ouro de melhor série dramática e de melhor actriz e que acabou de estrear no nosso país, trago-vos Homeland – Segurança Nacional, uma série dramática repleta de ação e aventura, baseada no formato israelita Prisoners of War. Veja desde já a apresentação desta magnífica série.

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Nesta versão, um soldado americano que foi considerado morto no Iraque está de volta 8 anos após o seu desaparecimento. Depois da alegria do seu regresso a casa passar, algumas suspeitas começam a surgir sobre se ele foi mesmo um herói americano ou se, na verdade, fazia parte de uma célula adormecida que planeava um ataque terrorista.

O primeiro episódio coloca-nos perante um cenário sem paragens e completamente alucinante, as ruas de Bagdad, devastadas pela guerra, estão repletas de comerciantes, vendedores ambulantes e um intenso tráfego. Um carro anda às voltas por entre o movimento urbano e acaba por fazer uma paragem abrupta mesmo atrás de um engarrafamento impenetrável. A condutora puxa o véu e revela um rosto marcadamente ocidental. O seu nome é Carrie Mathison (Claire Danes), uma agente secreta americana da CIA. Um papel que se revelou a meu ver, à medida de Claire Danes, depois de a vermos em papéis ditos “menores” a nível cinematográfico, surge nesta série com uma mulher viciada em comprimidos uma vez que tem um distúrbio bipolar, mas que sabe no entanto que tem um papel a cumprir enquanto agente e acaba por conseguir transportar o telespectador para a personagem porque torcemos para que ela tenha razão e que não seja totalmente louca.

Depois de anos na linha da frente da luta contra Al-Qaeda, Carrie já está totalmente “enterrada” no perigoso negócio do contra terrorismo internacional. Abandonando o seu carro, ela rapidamente rompe caminho até um departamento policial improvisado mesmo em frente a uma prisão arruinada. Ela consegue convencer os guardas a deixá-la entrar e é encaminhada até à cela de um condenado iraquiano. Os guardas prisionais corruptos avisam que terá pouco tempo para conseguir interrogar o prisioneiro. Freneticamente, Carrie pressiona o homem para que lhe dê informações críticas sobre um possível ataque terrorista futuro. Quando a tensão entre os dois começa a aquecer, o tempo de Carrie acaba e esta é arrastada para fora do estabelecimento prisional. Enquanto é levada pelos guardas, Carrie ainda consegue ouvir o prisioneiro murmurar informações importantes por entre as grades da cela: “Um prisioneiro de guerra americano foi transformado”.

Meses mais tarde, de volta à sede da CIA, Carrie “anda sobre o gelo fino” na sua relação com os seus superiores devido à sua visita não autorizada à prisão iraquiana e devido a outras violações de protocolo que levou a cabo. Enquanto o seu mentor e chefe Saul (Mandy Patinkin) tenta amenizar as relações dela com a estrutura política mais importante da agência liderada pelo vice-director David Estes (David Harewood), Carrie, ansiosamente, tenta descobrir como é que a confissão do prisioneiro iraquiano se encaixa em todo o mosaico.

É então que as notícias rebentam: um soldado americano é resgatado depois de estar desaparecido no Iraque desde 2003. O seu nome é Sargento Nicholas Brody (Damian Lewis). Depois de anos a ser alvo das mais diversas torturas, Brody está de volta aos Estados Unidos como um verdadeiro herói de guerra. Todos os meios de comunicação estão no aeroporto para a chegada de Nicholas e para conseguir captar a imagem perfeita da reunião entre o soldado e a sua bela mulher Jessica (Morena Baccarin) e os seus dois filhos (Jackson Pace e Morgan Saylor), que já há muito o tinham dado como morto. Para além da família, Nicholas também se reúne com o seu amigo capitão Mike Faber (Diego Klattenhoff), que se aproximou bastante da família do seu amigo durante o seu tempo de cativeiro.

A incrível história de sobrevivência e patriotismo de Nicholas fazem dele o homem perfeito para o poster da campanha americana “War on Terror”, transformando-o numa verdadeira celebridade da cultura pop do dia para a noite. À medida que Carrie assiste à chegada espectacular de Nicholas, instantaneamente lembra-se das últimas palavras do prisioneiro iraquiano e fica convencida de que o resgate de Nicholas foi uma encenação e que este herói nacional pode estar ligado a um plano da Al Qaeda para ser executada em solo americano.

Do meu ponto de vista, esta série vai tornar-se imperdível porque tem todo um argumento que cativa com teorias da conspiração pelo meio, todo o cenário em volta da CIA, de espionagem e de guerra inerentes aos EUA o primeiro episódio é nonstop, estão sempre a acontecer coisas que afetam a vida das personagens e que nos fazem duvidar da sua atitude.

Uma Claire Danes como nunca se viu e a revelar-se uma agradável surpresa enquanto atriz. A não perder!

 

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