Fora de Série

Dharma & Greg

O Fora de Série regressa esta semana com mais uma série fantástica em análise – falo de “Dharma&Greg, uma comédia que marcou os finais da década de 90 e conheceu o seu término em 2002.

Apresentação

http://www.youtube.com/watch?v=4rfWebUtm-M

Não existe nenhuma expressão popular que diga que em tudo o que Chuck Lorre coloca a mão transforma-se em ouro, mas bem podia haver. “Dharma&Greg” é uma das fantásticas séries que preenchem o seu curriculum, inspirada na loucura de um casal completamente antagónico. Dharma é a protagonização da loucura, da irreverência, da liberdade e exuberância. Por outro lado, Greg é um advogado sério, responsável, nervoso. Como podem dois pólos aparentemente tão opostos unir-se? Bom, para este casal tudo o que bastou foi um primeiro encontro para darem o nó. Como podem sobreviver juntos? Certamente com muita abertura, força de vontade e, claro está, um grande sentido de humor.

Apesar de ter conhecido o seu fim demasiado cedo, atendendo ao facto de ter apenas perdurado durante cinco temporadas, a verdade é que “Dharma&Greg” marcou a cultura norte-americana televisiva, e consequentemente a de todo o mundo.

Quem é quem?

Dharma Freedom Montgomery (Jenna Elfman)

Dharma é uma mulher irreverente, cheia de vitalidade e bem consciente da mulher que é, assim como aquilo que pretende da sua vida. Sem qualquer tipo de tabus, geralmente vê-se envolvida em peripécias constantes devido ao seu estilo de vida tão diferente da de Greg. Muito do seu lado quase hippie advém da educação dos seus pais, e um exemplo crasso disso mesmo é o seu conhecimento sobre a história do mundo– devido ao facto de ter tido aulas em casa com os pais, por vezes a sua visão do passado é um tanto ou quanto…deturpada.

Gregory Clifford Montgomery (Thomas Gibson)

A vida de Greg é extremamente normal até ao dia em que conhece Dharma, sendo um homem de posses, filho de boas famílias. Por vezes quase empertigado, Greg é uma pessoa séria, muito rígido consigo próprio, um produto claro da sociedade e da influência dos seus pais. A sua maior loucura é, claramente, o seu casamento com Dharma, mas apesar das diferenças nunca demonstrou arrependimento pela decisão que tomou.

Katherine Montgomery (Susan Sullivan)

A personificação das sátiras realizadas às classes altas, onde a abundância do dinheiro e do poder se reflectem na tendência para se julgarem superiores aos comuns mortais. Kitty é uma mulher extravagante, extremamente conservadora, que não esconde o seu desprezo por Dharma e a sua família. Inicialmente apresentada como uma mulher extremamente desagradável e manipuladora, ao longo da série consegue aproximar-se da nora, apesar de os laços continuarem ténues.

Edward Montgomery (Mitch Ryan)

Apesar de se reflectir na mulher em muitos aspectos, Edward é claramente uma pessoa mais pacata, que valoriza os seus momentos a sós, a sua carreira e, sobretudo, um certo distanciamento da sua mulher.

Abigail Kathleen O´Neil (Mimi Kennedy)

Abigail é uma mulher espirituosa, com um à vontade com a sua sexualidade e a dos que o rodeiam que por diversas vezes choca com os valores dos Montgomery.

Myron Lawrence Finkelstein (Alan Rachins)

Larry, pai de Dharma, é o típico estereótipo do “hippie” radical dos anos sessenta, que frequentemente demonstra a sua desconfiança relativamente ao governo americano, acreditando numa série de teorias da conspiração. A sua mente é caótica, o que é justificado pelo uso prolongado de drogas.

Por que não devo perder esta série?

“Dharma&Greg” é uma série extraordinária na forma como envolve o seu público. O ingrediente secreto desta série prende-se precisamente com o choque de valores, de vidas tão diferentes, hiperbolizando cada um dos pólos. A família de Dharma é explorada até ao limite da loucura: as suas atitudes, actuação e personalidade chocam permanentemente; a família de Greg aposta precisamente no contrário: no supérfluo, na imagem que a tanto custo tentam manter, ideais e valores muito mais próximos daquilo que é socialmente aceite. Contudo, o leitor não deve esperar um dilema entre aquilo que é certo ou errado – “Dharma&Greg” provam que a vida não é a preto e branco, e muitas das vezes a harmonia encontra-se no meio-termo. E é isso mesmo que o casal protagoniza.

O que podia ser melhorado?

Alguns aspectos falharam na consagração da série, principalmente no final, o que pode ter contribuído para o seu prematuro desfecho. As audiências foram implacáveis, principalmente quando se viu confrontada com uma série gigante como era “Frasier”, mas acredito que talvez não fosse assim tão inevitável. Talvez com uma aposta séria numa diversificação das personagens, ou talvez uma reviravolta inesperada na história, seriam algumas ideias para prolongar a série.

Onde posso ver?

Neste momento a série não está em exibição.

  • Ana Cláudia Oliveira

    Eu adorava esta série. Tenho saudades do horário anterior das series de comédia que passavam no canal 2

  • Keilacristinaceccatto

    Esta passando no canal comedy central.

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