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«Bem-vindos a Beirais»

Fora de Série2012

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Esta semana, o Fora de Série fala da série diária da RTP1, que subsituiu Sinais de Vida no passado mês de junho.

Bem-vindos a Beirais tem uma sinopse simplista. Um homem da cidade, Diogo Almada, vive em constante frenesim em Lisboa, com a vida a 500 à hora entre trabalho e vida pessoal. Um dia, sem nada o prever, tem um ataque cardíaco que o atira para a cama do hospital. Salvando-se, decide ir viver para uma aldeia, Beirais,  onde dá uma volta de 180º à sua vida. a partir daí, com as gentes da terra, primeira a estranhar, depois a aceitar e gostar do novo morador, começam as aventuras em Beirais.

Vendo apenas a sinopse, a série tem uma história fraca, a típica história do citadino que se farta da cidade e vai para o campo. Aqui tem a adição do protagonista Diogo Almada ter tomado a decisão após sofrer um ataque cardíaco. Mesmo assim, acho a forma de começar a história algo recambolesca, mas adiante. Bem-vindos a Beirais tem um humor muito popular, com as gentes da terra a assumirem características muito estereotipadas mas ao mesmo tempo não muito distantes da realidade. Por exemplo, em meios pequenos é muito provável que todos comentem a vida dos outros e que tudo se saiba com uma rapidez assustadora – à parte disto, também é uma característica tipicamente portuguesa -, também é provável que encontre um “comendador” que goste de meter o “nariz” em todos os assuntos da terra, que exista um polícia que não prime muito pela inteligência e empresários que se armem em “chicos espertos” – também uma característica muito “tuga”.

É inevitável olhar para Bem-vindos a Beirais e pensar já ter visto isto ou, algo muito parecido, antes. A verdade é que esta série não acrescenta muito, mas afinal a nossa ficção não é muito o reciclar e apresentar como novo? A série é das mais leves, sem ser peso pluma como algumas sitcoms da RTP1, mas cumpre o propósito: entreter.

Na próxima semana, o Fora de Série regressa com a análise a mais uma rubrica.

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