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Flash Interview com Cobie Smulders

Imagem: A Televisão

Cobie Smulders ficou conhecida por assumir o papel de Robin em How I Met Your Mother. A série que durou quase uma década foi para a atriz a sua melhor experiência profissional, sendo que nada a partir dali se poderá sequer comparar. Este foi, naturalmente, um dos pontos chave desta conversa com Cobie Smulders no âmbito da sua passagem pelo Comic Con Portugal, mas não só. Houve ainda tempo para ela falar do seu novo projeto na Netflix. Leia em seguida esta conversa onde, como não podia deixar de ser, a boa disposição reinou.


Como é que uma canadiana chegou a uma das sitcoms de maior sucesso da televisão mundial?

Quando comecei o How I Met Your Mother era tão nova. Tinha 22 anos quando fui contratada para a série. Tinha acabado de me mudar para Los Angeles do Canadá. Não tinha feito comédia e não me considerava muito engraçada, mas de alguma forma manipulei as circunstâncias para chegar a uma sitcom. Não sei como consegui, na realidade, mas estou tão grata.

Como foi a experiência?

Passamos tanto tempo juntos – o elenco, a equipa, o realizador, os argumentistas, … – e formamos mesmo esta ligação, esta família. Foi maravilhoso durante nove anos. Durante esse período tivemos mortes, nascimentos, divórcios, … todas estas coisas aconteceram. Para mim, pessoalmente, foi o melhor e mais seguro ambiente para aprender. Nunca tinha feito uma sitcom e ali estava eu a representar ao lado de alguns dos mais talentosos comediantes, por isso acho que aprendi muito como atriz. Foi como uma bolha maravilhosa.

Alguma vez houve algum cansaço em How I Met Your Mother?

Acho que às vezes quando estamos numa série durante um longo período, as pessoas não se dão bem ou não se sentem realizadas criativamente, porque estão sempre a fazer a mesma coisa. Nunca me senti assim na série porque o argumento era tão bom! Era tipo: agora és uma estrela pop, agora és uma repórter, … fiz uma história em que a minha personagem não conseguia ter filhos… então, acho que foi um ambiente maravilhoso para crescer criativa e pessoalmente.

As séries vivem sempre na incerteza quando ao seu futuro. Como lidaste com essa incerteza?

Quando te contratam, fazes um piloto. Depois dizem que podes gravar 13 episódios. Depois chegam e dizem que podes fazer mais oito. Depois podes fazer uma segunda temporada. Então, todos os anos ficamos tipo «foi muito bom, mas provavelmente não vamos continuar». Então foi um presente poder fazê-la durante tanto tempo.

O final de How I Met Your Mother não agradou a todos…

O fim foi controverso. Algumas pessoas gostaram, outras não gostaram. Mas o que eu gosto nele é que na primeira temporada gravamos com estes dois atores que desempenham os papéis de filhos do Ted e gravamos cenas com eles que acabaram no episódio final, nove anos depois. E isso é muito raro. Para os criadores verem isso desde o início até ao fim, é maravilhoso. E tenho muito orgulho nisso.

Mas não mudarias nada, então?

O que eu acho que teria sido porreiro, e acho que foi o problema das pessoas, foi [ser] um final muito rápido. Muito aconteceu naquele episódio. Acho que teria sido porreiro ver acontecer mais detalhadamente, mas não sei como o fariam, porque hoje em dia tudo é revelado antes do tempo. Por isso foi rápido, para ninguém descobrir o que aconteceria antes de acontecer. Acho que o Carter [Bays] e o Craig [Thomas] terminaram a série de uma forma maravilhosa.

Esperas encontrar um projeto tão «maravilhoso» quanto How I Met Your Mother?

É difícil encontrar algo como How I Met Your Mother. Nunca [sequer] vou tentar encontrar nada igual. Nunca tentarei comparar nada com How I Met Your Mother. Nunca nada vai ser tão bom. Quando aceito um papel certifico-me que foi estar cercada de boas pessoas, engraçadas… não são permitidos estúpidos. Ninguém quer estar rodeado de colegas assim… então isso é uma coisa importante para mim.

Já tens projetos futuros na televisão?

Acabei de fazer uma série muito interessante da Netflix com Nicholas Stoller que vai estrear no verão. É maravilhosa. A Netflix faz muitas vezes aquilo que a BBC também faz – minisséries, só fazem de 4 a 8 episódios. São muito inteligentes.

Conta-nos mais sobre a série.

Chama-se Friends from College e é sobre um grupo de amigos que andaram juntos na faculdade e agora, 15 ou 20 anos depois, todos vivem em Nova Iorque. É muito sombria, mas engraçada. É sobre relações. Adoro fazer parte de um grupo, mesmo no cinema, fazer parte de uma equipa. Gosto de fazer cenas longas com um grupo de pessoas. Interessa-me muito.