Falar Televisão

Uma questão de planeamento

Você na TV! é, como todos saberão, um dos programas de conversa das manhãs portuguesas. Conduzido, desde sempre, por Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha, o programa assume-se como líder do horário, reforçando o resultado diário da estação de Queluz de Baixo.

Mas, afinal, o que é preciso para um programa deste género liderar? Inculto e nada experimentado nestes assuntos reduzo-me à minha humilde opinião, que apesar de tudo não deixa de ter o seu valor (mais do que não seja por ser só uma opinião). Há diversas variáveis a incluir numa análise a este tipo de formato, ainda assim, há determinados aspetos que “pesam mais na balança”, diria. O público-alvo (o chamado “target”) é, sem qualquer margem para dúvida, um dos fatores a ter em consideração. É necessário conhecê-lo, incentivá-lo e entretê-lo, resumindo e como vulgarmente se diz: “É preciso fidelizá-lo.”

Mas como é que se fideliza um público, sobretudo, neste tipo de programas? Mais uma resposta da praxe: “O público é quem vê!”. Não é necessário mais do que isso, portanto, radicalismos à parte, a resposta está em dar-lhes (ao público) aquilo que desejam. Entretenimento descontraído, popular, com música, boa disposição, brincadeira mas também, informação, comentário e discussão, reportagem e entrevista, porque um bom programa (dentro deste género) consegue conciliar tudo.

E, de novo, uma questão… Como alcançar o sucesso, sabendo à partida o público e o que esse quer? Aqui, e só aqui, depois de já se saber o “target” a que se dirige e os conteúdos necessários para agradar o mesmo, é que passamos aos “detalhes”, por assim dizer. Apresentadores, cenários, genéricos, alinhamentos e toda uma panóplia de pequenos, mas gigantescos pormenores que compõem um programa líder.

Recuando ao início deste artigo, o programa matutino da TVI deve a sua liderança e sucesso a todo um trabalho de backstage que é elaborado e bem formulado. Se à partida sabemos que a dupla de apresentação é mais do que competente e funcional, muito popular, há que saber conjugar esse trunfo com todos os outros “detalhes” e pormenores, para alcançar sempre o objetivo primário, a fidelização do público.

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