Falar Televisão

Uma lenda viva

A curiosa presença de Ediberto Lima, na noite de ontem, no programa 5 Para a Meia-noite, fez-me suscitar alguma curiosidade e partir à pesquisa através de todos os arquivos disponíveis on-line de todas as notícias e crónicas em torno da passagem e, principalmente, em torno do abrupto afastamento de Ediberto com a estação de Carnaxide.

Não vou, obviamente, comentar o caso que ditou o afastamento de Ediberto da SIC, e do próprio meio televisivo. Mas da aparição de ontem, que Pedro Fernandes a boa hora se lembrou de proporcionar, fica clara a ideia de que Ediberto Lima é mais uma das lendas vivas que a televisão generalista nacional, e em especial a SIC, criou em plena década de 90, e em tempos áureos que conseguiram assim que estas mesmas caras se propagassem pela eternidade.

Atualmente, a relevância artística de Ediberto é praticamente inexistente. Mas as breves apreciações sobre alguns aspetos do estado atual da nossa televisão generalista não podiam ser mais acertadas e pertinentes. Ediberto sabe bem o que é esta máquina alienante da televisão e sabe também como ninguém olear esta mesma máquina e transformar grandes ideias em ainda maiores sucessos.

Talvez por isso, não é difícil perceber a minha expectativa pessoal em torno do livro que o ex-produtor vai lançar já no próximo dia 11 de setembro. Nele, Ediberto Lima promete criar polémica e agitar as águas através de todos os acontecimentos de bastidores que narra nesta sua primeira obra escrita. E se já conseguiu agitar as águas na sua fugaz passagem pelo programa da RTP 2, é óbvio que Ediberto vai também abrir, neste mesmo livro, feridas profundas que ditaram, há exatamente 10 anos atrás, o declínio da SIC e viraram uma página da história da televisão nacional.

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