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Tudo a nu

Falar_Televisao 2012

Falar_Televisao 2012

Não é preciso vender a alma ao diabo para se ganhar dinheiro ou mais especificamente para se ganharem audiências. Em televisão, sejam em reality shows mas particularmente na ficção e em especial nas novelas, o corpo vende e a pele que se exibe pode ser um regalo para os olhos mas também para o rating.

O fenómeno até começa cedo, por volta das 19H00 ou até antes, o desfile de corpos pouco ou nada vestidos invade a televisão e para muitos o final da tarde é a altura ideal para mimar a vista. Prender um espetador através desta técnica não é novo e muito menos inocente. Se nas novelas vemos os atores mais sugestionáveis a despirem ou a vestirem a roupa, ou em cenas que pouco ou nada acrescentam à sua verdadeira história, é nestes momentos perfeitamente ensaiados que agarram homens e mulheres ao pequeno ecrã.

Mas tudo piora quando chegamos ao horário nobre, o target mais apetecível para produtores mas também para o que podem e querem ver televisão. Além de estarem já longe os olhares do mais pequenos é quando cai o sol, que caem mais roupas aos protagonistas. Mas é também nos reality shows, as novelas da vida real, se encontram estes peculiares momentos tão bem editados e quase propagandistas. E agora, até  nos concursos em que famosos vão saltar para a água, a escolha dos concorrentes que vão passar a maior parte do tempo em roupa reduzidas é importante.

Não se pretende ser mais papista que o Papa, afinal de contas o que é bom é para se ver mas numa altura em que até os intervenientes que fazem parte do sistema se queixam da crise criativa que assola os produtos portugueses, talvez a aposta devesse ser nos conteúdos que realmente interessam como os enredos e a personagens pouco lineares, ao invés, de se andar a mostrar gratuitamente o que todos podemos ver nos meses que se avizinham.

 

 

  • Nestum

    ai a sério….este site vai de mal a pior….credo não têm mais nada de interessante para comentar…bahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

  • Trademark

    Excesso de nudez? Que tal escassez? Nesta ridícula era do “politicamente correcto” vê-se nudez num biquíni e violência num palavrão. A nudez em particular, já que é dela que este artigo trata, é virtualmente inexistente nos conteúdos nacionais de qualquer um dos canais generalistas como se fosse uma coisa feia e imprópria.

    No Estado Novo também era assim, mas depois, nos anos 80 e 90, as mentalidades alteraram-se um pouco. Agora a auto-censura chega de nós próprios e até já começamos a banir livros que rocem assuntos “inadequados” como o sexo, como se pôde perceber pela recente acção do Dia do Livro da Caixa Geral de Depósitos.

    Pessoalmente acho que é triste estarmos cada vez mais submersos na cultura do politicamente correcto, é daí que vem a hipocrisia e a falsa moralidade. Tudo isto para dizer que discordo em absoluto com o conteúdo deste artigo.

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