Falar Televisão

Tour na TV

O Tour de França (Tour) é sem dúvida alguma a prova anual mais importante no mundo do ciclismo. É por tudo, pela dureza da prova, pelo enorme círculo mediático que provoca, certo que nem sempre é pelos melhores motivos, mas não deixa de ser a prova rainha do ciclismo mundial.

Depois das vitórias de Sérgio Paulinho no ano passado ter vencido a 10ª etapa em Gap, este ano foi Rui Costa a ganhar uma etapa do ‘Tour’. Foi e é um motivo de grande orgulho para Portugal e na televisão foi noticiado com grande destaque tanto pela RTP, SIC e TVI, se bem que estas duas últimas só se lembram do Tour em casos de vitórias de portugueses ou casos de doping. Mas este é um problema de quase toda a imprensa do nosso país.

É de louvar ser uma das poucas provas internacionais, sem ser futebol, a ser transmitida em direto pela RTP, mas a opção da direção de programas não foi de todo a melhor. Durante a semana na RTPN, durante os fins-de-semana, na RTP2, eu pergunto seria difícil transmitir na RTP2 na sua totalidade? Não me parece que fosse por 3 semanas que a RTP2 deixaria de fazer serviço público. O Tour tem 21 etapas não 6 (as etapas transmitidas pela 2), e para quem não tem TV por cabo perde grande parte da competição, ou não fossem as melhores etapas da edição deste ano durante a semana. Os comentários na estação pública estão a cargo de João Pedro Mendonça e do grande campeão português Marco Chagas, que acompanho aquando da Volta a Portugal e é uma verdadeira enciclopédia do ciclismo.

Também em Portugal, o canal pan-europeu, Eurosport transmite o Tour todos os anos. Confesso que sou grande fã do Tour neste canal e mesmo de outras competições que transmitem sem ser futebol. Os comentários são de, Luís Piçarra, diretor do Eurosport Portugal, do antigo ciclista português Paulo Martins e do jornalista francês Olivier Bonamici. Este trio maravilha consegue durante as cerca de 4 horas que dura normalmente uma transmissão de ciclismo, falar da modalidade, responder a perguntas do telespectador via Facebook, fazer o habitual jogo das apostas, em que é todos contra todos e no final ganha o Piçarra e o Olivier fica em último, sempre com boa disposição e notável química entre todos. Sem demérito para os comentadores da RTP, mas nas enfadonhas etapas planas é este trio que dá vida a uma etapa morta de competitividade.

Naquilo que mais interessa, as audiências, acredito que muito por culpa do Tour de França o Eurosport tem entrado muitas vezes no grupo dos 15 mais vistos do cabo. Não que das outras vezes não transmita torneios e desportos interessantes, mas convenhamos que torneios de snooker é mais para um nicho de mercado, que merece destaque na televisão, mas não move tantas massas como o Tour de França.

 

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