Falar Televisão

«Tempo de Viver», a telenovela que Cruza os Destinos de duas famílias

Falar_Televisao 2012

Num período em que a TVI vê a sua liderança ameaçada e que tem como ponto fraco o primeiro período do horário nobre, assistimos, nos últimos meses, a uma quebra do consumo televisivo no que diz respeito às novelas da noite.

Perante esta intimação a TVI vê-se assim forçada a reconquistar a liderança total do horário nobre, com a finalidade de não perder um lugar garantido no degrau mais alto do pódio das estações televisivas mais vistas. Assim, a TVI investe tudo numa nova novela, assinada pelo já galardoado com um Emmy Internacional António Barreira e interpretada por um elenco intitulado de luxo. Estou obviamente a referir-me a Destinos Cruzados.

Muito se especula, portanto, sobre a razão que levou a este decréscimo. Há quem pense que se deve ao chamado «encher chouriços» que se tem vindo a constatar nestes últimos anos. Há também quem atribua a culpa à troca habitual dos horários das novelas, o que acaba por não permitir uma fidelização do público a uma determinada telenovela. Já eu penso que este abalo se deve a um ritmo de história que já havia sido adquirido e que nas últimas produções se tem vindo a desvanecer.

Porém, e se sentimos falta desse tal ritmo, podíamos e deveríamos ter assistido à, agora terminada, telenovela da hora de almoço da TVI Tempo de Viver. Uma novela sem tempo morto. Uma novela em que há sempre algo a acontecer. Uma telenovela que não nos deixa sequer levantar do sofá para fazer xixi.

Quem se irá esquecer da malvada Maria Laurinda? Quem se esquecerá das intrigas e dos ininterruptos conflitos entre a família rica detentora da maior cadeia de joias do país e a humilde família completamente desprezada pela terrível Maria Laurinda? Um produto televisivo encabeçado pela maravilhosa atriz Margarida Vila-Nova, detentora de uma personagem intriguista, imprevisível e sem sombra de dúvida com sede de dinheiro.

Tempo de Viver é um espelho perfeito da atual sociedade. É uma história repleta de contratempos. Mortes inesperadas, aparecimentos surpreendentes, atropelamentos inconvenientes, tiros mordazes, discussões arrebatadoras. Mistérios e segredos acima de tudo. Nela podemos assistir aos dramas da alcoólica Bárbara, aos esquemas maquiavélicas da Maria Laurinda e principalmente às trocas de ofensas, afrontas, respostas e frases cáusticas da interesseira Lídia Martins de Mello.

Posso assim concluir que Tempo de Viver é o verdadeiro exemplo do que é e deve ser a novela. Líder em todo o seu percurso de exibição e em reexibição… na nossa memória.

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close