Falar Televisão

Serviço público, interesses privados

A privatização e, a agora hipotética, concessão da RTP, que regressou esta semana ao debate público, tem ganho contornos cada vez mais políticos. E sobre isso não me arriscarei a fazer apreciações da “forma”, até porque não me compete. Mas no que toca ao “conteúdo” da questão, confesso que me assusta, logo à partida, a ideia de viver num país pioneiro no que toca a inexistência de um canal controlado pelo estado.

As vozes que defendem a máxima de que uma qualquer entidade privada, concessionária da RTP, pode perfeitamente garantir o serviço público de televisão caem na mais irrisória das ilusões. Qualquer privado que pegue na RTP, por 15 ou 20 anos, vai querer fazer dinheiro, vai querer tornar a estação mais competitiva, popular. Não há cadernos de encargos que resistam a (quase) obrigação da nova RTP que venha a nascer. Nenhum privado vai dar-se ao luxo de transmitir, no hipotético canal único em sinal aberto, o programa Câmara Clara às 9 da noite. Porque, basicamente, a RTP arriscaria a ter 5% de share em pleno horário nobre. E aí colocava-se a questão, também ela estúpida, de que a RTP2 não tem mais lugar na televisão portuguesa porque, basicamente, “não tem público”.

Tenho realmente muito medo…

  • JVC

    O povo está mal habituado querem novelas e programas da treta.
    A cultura não interessa ao povo por isso é que a RTP2 tinha audiências tão fracas.
    É a fraca televisão que temos põe-se o público a ver novelas ,baiões e tios gouchas e o povo português vai ficando mais burro.

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