Falar Televisão

RTP caiu em estado de desgraça

A atual situação económico-financeira do país toca a todos e as estações de televisão não são exceção. Temos presenciado um período conturbado da RTP. Com os cortes orçamentais, a estação pública deparou-se com a falta de dinheiro, cortando, assim, nos salários de funcionários e apresentadores e  nas produções.

No entanto, a crise levou a RTP a uma situação extrema, tendo sido obrigada a acabar com alguns dos programas que se encontravam na sua grelha há uns tempos. Todos eles programas importantes, uns mais que outros é verdade, mas eram programas bons para o entretenimento do público. Hoje, deparo-me com a notícia de que o «Estado de Graça» irá acabar, ainda este ano. Fiquei perplexo! Mais ainda do que quando recebi a notícia do termino dos programas «Top +» e «Cinco Sentidos». Os humoristas que trabalham naquele programa são, na minha modesta opinião, dos melhores que temos em Portugal. É um programa divertido, atual, bem conseguido e em termos de valores audiométricos era, aos domingos, dos programas mais vistos da RTP1.

Ora, continuo sem conseguir encontrar uma resposta concreta para pôr fim a um programa como o «Estado de Graça». Não acredito que ninguém tenha visto, nem que seja uns breves minutos, o programa. Seja na RTP1 ou no YouTube. Tenho a certeza, quase absoluta, de que qualquer pessoa já soltou uma gargalhada quando viu o Manuel Marques imitar Cátia Palhinha da segunda edição da «Casa dos Segredos», ou o Joaquim Monchique de José Castelo Branco ou até mesmo a mais popular personagem de Maria Rueff imitando a rainha dos reality shows, Teresa Guilherme. Todo este trabalho deve-se a uma vasta equipa talentosa, diga-se de passagem, que se esforçou para levar até ao telespetador o melhor que, no seu entender, conseguiram fazer, de forma a tornar aqueles 45 minutos mais agradáveis. Falando na questão das audiências, que é sempre um assunto pertinente, talvez aquele horário não fosse o melhor. Mas era o formato que a estação pública escolheu para oferecer ao telespetador um princípio de noite diferente, dos habituais formatos oferecidos pelas estações de televisão privada.

Dito isto, é com imensa pena que vejo um programa de humor com H grande, feito por atores e profissionais de qualidade, acabar. No entanto, tudo tem um fim e provavelmente foi a melhor decisão. Assim, não se viram obrigados a cortar no orçamento do programa pondo em causa a qualidade do mesmo.

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