Falar Televisão

Reality Shows «aportuguesados»

Falar_Televisao 2012

 

Não vem de ontem, nem de hoje. Cada vez que vejo qualquer canal generalista da nossa televisão apresentar um novo reality show penso: Lá vem uma cópia de um formato internacional de grande sucesso! Mas, quando vejo o formato original dos Estados Unidos que passa no cabo concluo que afinal não é uma cópia, é uma tentativa de cópia!

É certo que as realidades são diferentes. É certo que estamos a falar de Portugal e não dos Estados Unidos, ou no caso do «MasterChef» da Austrália, mas é impossível não comparar.

«The Biggest Loser» e «MasterChef» prefiro, sem dúvida nenhuma, os formatos originais internacionais. Esses sim cativaram-me e prenderam-me ao ecrã com vontade de ver mais e mais! Os desafios, produção, protagonistas e apresentadores são quem fazem do programa um sucesso que ganha dimensões internacionais, e para mim é esta a grande diferença para as ‘tentativas de cópias’ passadas no nosso país.

Atualmente podemos ver o «Toca a Mexer», cópia do «Dance Your Ass Off» também ele de grande sucesso nos EUA, e constatamos que sucesso é palavra que não cola ao “nosso” «Toca a Mexer». As audiências têm sido fracas e não me parece que isso vá mudar agora que o programa se aproxima do fim. É óbvio que uma das causas é a transmissão de um reality show, e esse sim polémico, num outro canal. Mas será só isso?

Repito: É claro que isto é Portugal e não um grande país. É certo que não podemos pedir tamanho sucesso repentinamente, mas podemos ao menos tentar melhorar? Tenho saudades de ficar entusiasmada com um reality show nos nossos canais generalistas, e aqui não entra o Secret Story, claro. Falo de programas saudáveis, que passam boas ideias e ainda ensinam alguma coisa e aqui obviamente este último não cabe.

  • Luís Fernandes

    Os programas adaptam-se ao país. É claro que países como Portugal ou Holanda não podem ter a mesma qualidade que os originais. Além do orçamento não ser o mesmo, a cultura não o permite. Por exemplo, o próprio ”ser dos portugueses” não deixaria fazer um programa igual ao americano. Somos um país pequeno, não podemos esperar coisas muito exoberantes e grandes, mas podemos sim ter algo de qualidade com o nosso orçamento ~ as novelas comprovam-no. Concordo quando dizem criar entusiasmos na TV portuguesa. Realmente, os programas atualmente são fracos. Os talk-shows são vazios, vazios mesmo. Saudades do SIC 10 horas, esse sim era um verdadeiro Talk-Show. Saudade do tempo em que Talk-show não significava falar de doenças com nomes extensos ou pessoas que passam por problemas dificilimos.

    Na SIC, os programas de Domingo perderam valor. Ainda espero o momento em que se voltará à grandiosidade, mas é melhor esperar sentado. Na TVI, ao menos ainda se esmeram nos programas de Domingo. Se a Casa dos Segredos fosse um produto português, ficaria orgulhoso de saber que se produziu algo com tamanha dimensão e qualidade. Podemos acreditar que é possível. Se foi possível criar um SS3 com pouco dinheiro, será possível criar programas de qualidade capaz de se exportar. Quando digo programas de qualidade, não estou a ligar para o ser educacional ou não, mas sim o poder entreter e se esmerarem no palco.

    O palco do ss3 é qualquer coisa de fantástico e por isso prefiro ver o canal HD da TVI. O palco do Idolos 5 também era genial, pena foi o desgaste.

    Ainda é possível criar programas de qualidade, ”à moda portuguesa”. Não digo um ”X-factor” americano, mas um palco mais pequeno, mas com qualidade. Preoucupem-se mesmo com a qualidade. A RTP, SIC e TVI são capazes. Contudo, não nos façamos pequenos. Os estúdios estão cada vez piores e mais pobres e é possível melhorar.

    O estúdio é uma marca importante mesmo para cativar o espetador.

    • nestum

      assino

  • Trademark

    Por muito que se critique, a verdade é que um formato como o Secret Story é entretenimento puro e, como tal, tão “saudável” como qualquer outro. Apenas preconceito (ou um desagrado geral pelo “mainstream”) pode explicá-lo de outra forma.

    O que é, afinal, um programa que “ensina alguma coisa”? O Biggest Loser ensina a comer melhor? O MasterChef ensina a cozinhar melhor? Então e o Secret Story (e outros formatos semelhantes) não são também um estudo à compreensão do indivíduo e à sua inserção em grupo? A verdade é que tudo o que “consumimos” pode ensinar-nos alguma coisa. Ou não. Tem tudo a ver com o prisma pelo qual assistimos.

    Devo ainda dizer que, ainda que compreenda a ideia desta crónica, a mim, pelo menos, não me agradaria nada assistir a verdadeiras cópias dos formatos internacionais em Portugal. Tal como os americanos não gostariam nada de assistir às nossas produções. E nem é uma questão de tamanho, apenas somos povos diferentes. Há que celebrar essas diferenças.

  • Márcio

    É humilhante ver que a sociedade Portuguesa em grande parte ainda é tão preconceituosa. Sim porque as criticas a Secret Story não passam de farpas lançadas de pessoas repletas de preconceitos. É muito triste saber que estamos em pleno século XXI e que a mentalidade de muitas pessoas estagnou no século passado. Podem criticar mil e uma vezes o programa mas o que é certo é que continua a ser muito visto, e que é qualquer coisa de puro entretenimento. É um formato fabuloso, um dos melhores produzidos em Portugal! Por favor abram os olhos e livrem-se de tantos preconceitos que não levam a lado nenhum, muito pelo contrário só fazem com que a sociedade fique cada vez mais “atrasada” em relação à outras!!!

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