Falar Televisão

Quando um não vem, ninguém trabalha

Falar_Televisao 2012

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Pedro Barroso tem-se ausentado constantemente das gravações da mais recente novela do canal de Queluz de Baixo. Atualmente, em Mundo ao Contrário, o ator dá vida a César Pina, um dos cabecilhas do tráfico de droga no Bairro da Pedra. Contudo, esta situação já não é nova.

Foi em Morangos Com Açúcar que Pedro Barroso começou a dar sinais de falta de pontualidade, passando para Doce Tentação e agora na novela assinada por João Matos. Estas atitudes demonstram uma grande irresponsabilidade por parte do ator e, de certo modo, da produtora. Estas ausências implicam mudanças de horários das gravações incluindo a gestão de atores – que podem estar de folga nesse dia mas que para preencher a falta de Pedro têm de ir trabalhar para adiantar episódios – e técnicos: desde câmaras, assistentes, entre outros. Nesta nova novela, César entra em cena sempre acompanhado de vários atores e figurantes por viver no bairro e ser o cabecilha do crime. Logo, se o ator que dá vida à personagem falta, fica tudo parado e ninguém faz nada. Admira-me esta falta de consideração por parte de Pedro Barroso, desleixando-se assim do seu trabalho.

Intriga-me, também, as desculpas que o próprio dá. Segundo o que se tem dito, já matou a avó três vezes (como é possível?!). Ou seja, só no decorrer das gravações de Doce Tentação faltou três vezes com a desculpa da morte da sua avó. E mais… O pior é que a senhora está viva! É preciso ter lata para se fazer uma coisa assim. Pegando nas declarações de um técnico da Plural – «Despede‑se gente que trabalha e que ganha meia dúzia de tostões e ficam estes!» -, não podia estar mais de acordo. Existem bons atores, responsáveis e que estão sem trabalho. Na miséria – alguns a viver em pensões ou com ajudas de familiares e amigos. Por mais que Pedro Barroso tenha culpa, a produtora também, pois permite que estas situações se repitam vezes sem conta.

De recordar que a personagem de Pedro Barroso em Doce Tentação, Miguel, saiu da novela mais cedo por causa dos diversos atrasados e faltas injustificadas. Não se admire que César seja morto num beco qualquer no Bairro da Pedra com um tiro no peito, alegando que foi um ajuste de contas do negócio da droga. Depois admiram-se que haja muitas mortes nas novelas.

Em suma, o mais grave desta situação é que não é o único ator a faltar sem dar qualquer justificação ou a chegar com grandes atrasados. José Carlos Pereira é outro exemplo. Assim se vê o profissionalismo que vai dentro daquelas «quatro paredes».

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