Falar Televisão

Portugal com Amor

Falar_Televisao 2012

Sinceramente (e bem do fundo do coração) faz-me uma imensa confusão a teimosia dos canais generalistas deste país ainda continuarem a apostar em nomes e palavras mais do que gastas para programas e novelas. Assim de repente, “Portugal” e “Amor” são as letras mais esmiuçadas de sempre na nossa televisão. Ora vejamos: Juras de Amor, Fala-me de Amor, Ilha dos Amores, Feitiço de Amor, Meu Amor, Louco Amor, Bom dia Portugal, A Voz de Portugal, Portugal no Coração, Somos Portugal, Portugal Tem Talento, entre tantos outros bons exemplos. Será que vivemos num “Portugal” repleto de “Amor”, é essa a mensagem?

E quando eu pensava que não podiam aparecer mais “surpresas” destas, eis que me surge à frente o título do novo programa da dupla Sónia Araújo e Jorge Gabriel na RTP1: «Aqui Portugal». Sim senhor, muito bem. Que título nada previsível. Às vezes pergunto-me onde pára a criatividade, a inovação e o bom senso. Será que não há ninguém que repare nestas gralhas? Sim, é que não vejo outro nome para isto senão “gralhas”. Os títulos dos programas andam sempre à volta do mesmo e, às tantas, o espectador já nem sabe se está a ver o «Portugal Aqui», o «Portugal Ali» ou até mesmo o «Portugal Acolá». Ficamos sem saber se estamos a assistir à novela «Meu Amor», «O Teu Amor» ou «O Amor dos Outros».

Adiante, o que eu acho mesmo é que se deve apostar em novos talentos, em novos profissionais de televisão, em jovens e malta com ideias frescas. Acabar com contratos de exclusividade para aqueles que só andam a passear, acabar com posições confortáveis, acabar com os lugares garantidos. Fazer mais castings, procurar mais, estimular mais. O que não deve faltar por este país fora são pessoas com boas ideias (e boas sugestões para títulos de produções, que não incluam “Portugal” nem “Amor”). Mas a opinião que tenho é que as estações estão a apostar cada vez menos em revelações/novos rostos (pessoas anónimas que também merecem vingar nesta área), dando mais destaque e protagonismo às mesmas figuras públicas de sempre («A Tua Cara Não Me É Estranha», «Don’t Stop Me Now» e «Vale Tudo»).

Já que a RTP está em fase de mudanças, podia começar a demonstrar alguma inovação nos títulos dos seus programas. Por seu lado, à TVI só ficava bem dar fim à era dos Amores Intermináveis. E à SIC, pede-se gentilmente que abra os “olhos” e não continue a apostar em flops tão previsíveis, como «Toca a Mexer». São algumas das resoluções que pretendo para este ano de 2013.

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