Falar Televisão

Parabéns, SIC!

Foi precisamente há 19 anos que o grande acontecimento sucedeu, estava criada e em emissão diária a primeira estação de televisão privada portuguesa. E 19 anos depois, o que é a SIC?

Falar sobre a Sociedade Independente de Comunicação é falar de revolução televisiva, é falar de inovação, de responsabilidade social, de promessa, de prestígio mas, sobretudo, de liberdade de imprensa. A televisão de Francisco Pinto Balsemão surge a 6 de Outubro de 1992 como uma revolução na comunicação social e uma nova “imagem” daquilo que era, até então, fazer televisão. As pessoas começaram a ver-se a si mesmas do outro lado da televisão refletindo, discutindo e apregoando as suas angústias, preocupações e todas as injustiças sociais.

19 anos corridos a ainda jovem televisão continua a cumprir, com mais ou menos sucesso do que anteriormente, a sua missão de estar junto das pessoas, ouvindo as suas opiniões, reclamações, ajudando nas suas angústias e demais problemas. Uma televisão completamente diferente do antigamente mas que continua a apostar pela proximidade ao público.

A verdade é que desde 2005 a, até então, líder absoluta de audiências deixa escapar terreno para a grande concorrente TVI que veio, tal como a SIC em 1992, dar a conhecer novas formas de fazer televisão com programas que se fixaram e novos géneros televisivos que conquistaram e fidelizaram o público. Os responsáveis pela televisão de Carnaxide não souberam reagir à grande pressão da concorrência e, mesmo jogando todos os trunfos, deixaram-se abater e cair ao segundo lugar.

Mas, e porque nada em televisão é constante, tudo se prepara para mudar, de novo. As privadas tornam-se agora quase gémeas siamesas disputando audiências muito semelhantes, com um ou outro programa mais ou menos bem sucedido; A televisão pública prepara-se para desaparecer e tornar-se numa outra televisão comercial; O universo de canais por cabo, com a sua extravagante e diversificada oferta, mostra agora o seu lado mais “feroz” e cativa os telespectadores para o “futuro” da televisão. É assim por todo o mundo, Portugal não seria a excepção!

Muito se poderia aqui falar sobre os sucessos e derrotas do canal de televisão do grupo Impresa mas torna-se, a meu ver, mais importante congratular todos os profissionais de Carnaxide pelo seu trabalho diário e afincado, durante estes dezanove anos. O que importa não é sair vencedor ou vencido, é importante tomar consciência de que o sucesso em televisão é efémero e de que a televisão já não é o que era. Com a revolução tecnológica eminente, vão tornar-se cada vez menos aqueles que utilizam a “caixinha mágica” para se entreterem e se atualizarem. O que importa, verdadeiramente, é continuar a fazer televisão, boa televisão e não deixar morrer a magia televisiva!

Parabéns, SIC!

  • Daniel Marques

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