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Os «novos» atores

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A questão dos «novos» atores começou a ser falada há bem pouco tempo no que toca às escolhas dos elencos das novelas. Pois é, perguntam vocês: «O que queres dizer com “novos” atores?». Ora então passo a explicar. Quando digo novos atores, entre aspas, são aqueles que tiveram no passado, fama e reconhecimento, e que, com o passar dos anos, foram esquecidos e «emprateleirados».

De facto, o fator esquecimento nestas alturas é decisivo para esses mesmos atores. Até ao momento, as novelas têm tido elencos muito parecidos de novela para novela. O normal, aliás, é novela sim, novela não, o ator – normalmente os exclusivos – tem trabalho garantido. Ainda assim, há profissionais da representação que passam logo de uma para a outra. Esta estratégia – a desculpa, certamente, será a crise – de fazer render o «peixe» que têm em carteira faz com que o público se farte das produções por ver sempre os mesmo atores nas histórias que assistem.

Atualmente, o campo da ficção portuguesa não podia estar mais competitivo com a SIC a puxar de um lado e a estação de Queluz de Baixo a puxar do outro. Posto isto, as estações de televisão, para recuperarem a monotonia das suas produções sempre com os mesmos atores, voltam a chamá-los para novos projetos. É o caso de, na nova novela da SIC, Ambição, Rita Blanco – esta por opção pois dizia que não gostava de fazer novelas -, Maria João Luís, Inês Castel-Branco, Luciana Abreu, Soraia Chaves em Dancin’ Days, entre outros. O mesmo acontece na nova produção da TVI, Belmonte, que foi buscar Marco D’Almeida e Filipe Duarte – informação avançada hoje na apresentação da mesma.

Eu, defensor da renovação dos elencos, concordo perfeitamente com esta decisão, apesar de saber que só optam por esta estratégia devido às audiências dos seus formatos. Caso contrário os atores eram os mesmos e repetiam-se novela após novela. Contudo, não esquecer que ainda existem muitos e bons atores no desemprego. Ainda bem que as três generalistas apostam na ficção, há trabalho para quase todos.

Até quarta!

  • OK

    “Ainda bem que as três generalistas apostam na ficção, há trabalho para quase todos.”
    Dizes tres, mas nem falas da RTP que tirou bastantes actores da prateleira com Bem Vindos a Beirais e Sinais de Vida.

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