Falar Televisão

Os fãs de Sónia Brazão

Foi no dia de ontem que a estação de Queluz de Baixo transmitiu as primeiras imagens de Sónia Brazão, após a sua alta hospitalar. No Jornal da 8, acompanhei a nova realidade da atriz nacional, desconhecendo por esse motivo a atenção que os noticiários da concorrência deram ao seu estado de saúde. Assim, resta-me debruçar sobre as palavras de Sónia Brazão a Conceição Queirós, prestigiada jornalista do canal da Media Capital. “Obrigada a toda a equipa da unidade de queimados: médicos, enfermeiros, auxiliares e todo o resto do pessoal. Eles foram os meus heróis. Foram as pessoas que estiveram comigo,que me acarinharam. E obrigada aos meus fãs pelo carinho… eu nem sabia que tinha assim tantos”, explicou a atriz.

De facto, estamos mais uma vez perante o poder dos media. Aliás, tendo em conta que os destaques do Jornal das 8 foram iniciados com as declarações da antiga cara de Super Pai, é percetível que o canal da Media Capital tenha procurado prender os telespetadores ao seu noticiário para terem acesso às primeiras imagens desta profissional.

Assim, é importante salientar os fãs que Sónia Brazão refere. Costuma dizer-se que, quando estamos mal, todos querem saber o que se passa com a nossa vida, contudo, quando estamos bem, a inveja domina o sentimento humano. Desta forma, considero que toda esta preocupação se baseie nesta premissa da vida. Não quero com isto dizer que os nossos amigos têm de estar permanentemente a par do que se passa no nosso quotidiano, contudo a negatividade é uma das características que move audiências. O acidente de Sónia Brazão foi uma prova disso, a morte de Angélico Vieira igualmente… É o jornalismo da atualidade, que é verificável nos diferentes canais, sejam eles temáticos ou não.

Aliás, se assim não fosse, não saberíamos que, em algumas situações, quando uma produção nacional ou internacional tem maus resultados, estes procuram ser melhorados com o assassinato de uma determinada personagem.

Tudo está na negatividade, na preocupação, no alarme, na vida. É à volta disso que as novelas, as séries, o jornalismo se baseiam e, como tal, os telespetadores têm necessariamente de seguir aquilo que não só lhes é oferecido, como igualmente o que desejam.

Um ciclo vicioso?

  • tvimagazine

    Mas já não falam da SIC ter andado a dizer que tinha a Sónia Brazão em Exclusivo….. enfim, mais “Falar a TVI”. E se as pessoas querem ver as notícias da TVI que vejam, a SIC que eu saiba também fez a notícia da Sónia Brazão. Mas o profissionalismo e a realidade está mais virado para Queluz de baixo! Lamento….

    • Não acho que o post tenha qualquer indicação ou crítica a um canal de televisão. Apenas se refere o “Jornal das 8” porque foi a fonte do Diogo…

      • tvimagazine

        “O acidente de Sónia Brazão foi uma prova disso, a morte de Angélico Vieira igualmente… É o jornalismo da atualidade, que é verificável nos diferentes canais, sejam eles temáticos ou não.” Estão-se a referir à liderança da TVI nas reportagens à cerca da Morte do Angélico, logo estão a criticar que a TVI usou o caso quando todas as outras televisões fizeram o mesmo

  • TVI MAgazine sendo proprietário de um blog devia ser uma pessoa mais educada e saber abranger todos os canais. Desde quando audiência é sinal de qualidade?
    Só uma curiosidade, os profissionais da SIC são os mesmos há anos e a qualidade não mudou.

    • tvimagazine

      Mas para o “Peso Pesado”, as audiências já é sinal de qualidade, não é????? Muito espertinhos, mas depois é o que se vê….

  • Diogosantos

    Em relação às críticas, a única coisa que tenho a dizer é que este “Falar Televisão” não ataca nenhum canal em especial. Uma vez que a minha televisão não pode sintonizar dois canais ao mesmo tempo, vi o “Jornal das 8”. Desta forma, e tal como o Vítor disse, esta foi a minha fonte.

    Quanto aos comentários do costume, “site a favor da TVI, site a favor da SIC, site a favor da RTP1”, não tenho nada a acrescentar. Esteja a falar-se de um canal ou de outro, alguém se lembra de apontar fanatismo. Felizmente, não tenho essa doença.
    Com os melhores cumprimentos,
    DS

  • Ana Cláudia Oliveira

    Pois é, já está no ser humano ser assim. Todos temos o mal e o bem dentro de nós, temos é de saber equilibrar a balança.

  • Ana Cláudia Oliveira

    Pois é, já está no ser humano ser assim. Todos temos o mal e o bem dentro de nós, temos é de saber equilibrar a balança.

  • Tiago

    Aqui está o crónica de Nuno Azinheira…Qual a fronteira entre um assunto sério e um tema light? Qual a linha que separa uma reportagem “a sério” de uma história de silly season? A desparatada reportagem de Ana Paula Almeida sobre Sónia Brazão, exibida terça-feira à noite em pleno Jornal da Noite, da SIC, é bem o exemplo dessa patética confusão entre o “sério” e o “cor-de-rosa”. A jornalista da SIC, tal como outros companheiros de jornais e revistas, esperaram pela actriz na sua primeira aparição pública após o mês e meio de internamento hospitalar. No final, o que se viu em antena foi um paternalismo insuportável, uma desajustada proximidade entre entrevistador e entrevistado, que, seguramente, Ana Paula Almeida não teria repetido se estivesse a ouvir o ministro das Finanças, o provedor de Justiça ou um deputado do Parlamento. “Bem-vinda, Sónia”, “Muita força, muita coragem!”, “Tens passado um suplício, um verdadeiro tormento”, ou “Toda a gente está à espera que voltes, daqui a nada estás de volta à pantalha” são apenas alguns exemplos. À mesma hora, na TVI (a estação para onde Sónia Brazão tem trabalhado), Conceição Queiroz fazia o seu trabalho competentemente. Sem proximidades excessivas, sem o injustificado tratamento por “tu”, sem os lugares comuns de Carnaxide.Não faço ideia se Ana Paula Almeida é amiga de Sónia Brazão, se estava abalada com o seu estado de saúde e preocupada com a sua recuperação. Não faço ideia se ficou emocionada por vê-la ali, sã e salva, a posar para as câmaras e a dizer adeus. Não faço ideia, nem estou interessado. Não é isso que importa para aqui. Não faz sentido. Só faltava a jornalista despedir-se da actriz, em plena reportagem, com “um beijo do coração” e combinar que ligava depois “sem câmaras”. Ups! Foi isso mesmo que aconteceu…

  • Tiago

    Aqui está o crónica de Nuno Azinheira…Qual a fronteira entre um assunto sério e um tema light? Qual a linha que separa uma reportagem “a sério” de uma história de silly season? A desparatada reportagem de Ana Paula Almeida sobre Sónia Brazão, exibida terça-feira à noite em pleno Jornal da Noite, da SIC, é bem o exemplo dessa patética confusão entre o “sério” e o “cor-de-rosa”. A jornalista da SIC, tal como outros companheiros de jornais e revistas, esperaram pela actriz na sua primeira aparição pública após o mês e meio de internamento hospitalar. No final, o que se viu em antena foi um paternalismo insuportável, uma desajustada proximidade entre entrevistador e entrevistado, que, seguramente, Ana Paula Almeida não teria repetido se estivesse a ouvir o ministro das Finanças, o provedor de Justiça ou um deputado do Parlamento. “Bem-vinda, Sónia”, “Muita força, muita coragem!”, “Tens passado um suplício, um verdadeiro tormento”, ou “Toda a gente está à espera que voltes, daqui a nada estás de volta à pantalha” são apenas alguns exemplos. À mesma hora, na TVI (a estação para onde Sónia Brazão tem trabalhado), Conceição Queiroz fazia o seu trabalho competentemente. Sem proximidades excessivas, sem o injustificado tratamento por “tu”, sem os lugares comuns de Carnaxide.Não faço ideia se Ana Paula Almeida é amiga de Sónia Brazão, se estava abalada com o seu estado de saúde e preocupada com a sua recuperação. Não faço ideia se ficou emocionada por vê-la ali, sã e salva, a posar para as câmaras e a dizer adeus. Não faço ideia, nem estou interessado. Não é isso que importa para aqui. Não faz sentido. Só faltava a jornalista despedir-se da actriz, em plena reportagem, com “um beijo do coração” e combinar que ligava depois “sem câmaras”. Ups! Foi isso mesmo que aconteceu…

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