Falar Televisão

O que me choca não é a Judite

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Eu sei, eu sei. O assunto já está mais do que debatido, mas ainda assim há algo que não faz sentido. Definitivamente, não sei o que terá sido pior: entre Judite Sousa conduzir toda uma entrevista de forma incrivelmente parcial ou a infeliz ideia de entrevistarem um rapaz que ninguém conhece (você que está a ler isto, já tinha ouvido falar nele?) – venha o diabo e escolha. É que ele há coisas em televisão que não se percebem…

Diz-se por aí (e com alguma razão) que a jornalista revelou o pior lado do ser humano, foi uma péssima profissional, resvalou para a mesquinhez, denunciou a sua fragilidade emocional. Enfim, parece que partiu os pés de barro e, daqui para a frente, tudo indica que nunca mais será a mesma pessoa. Porquê? Porque para ganhar credibilidade, respeito e admiração é preciso caminhar muito mesmo. E quando o castelo cai, demora a construir.

Contudo, o triste momento televisivo que assistimos na sexta (ou no sábado, através do Youtube!) não me choca. Já vimos muitos casos semelhantes, tais como Manuela Moura Guedes e Marinho Pinto numa entrevista completamente hilariante, Maria João Ruela com vontade de dar umas «palmadinhas» na jovem Pepa (a tal que queria uma mala que fica bem com tudo), e por aí fora. O que me choca mesmo (mesmo, a sério) é o frenesim nas redes sociais. A loucura do share, das partilhas. Todos falam, todos criticam, todos têm algo a dizer, todos querem «entupir» o Feed de Notícias. Mas na verdade verdadinha, amanhã já ninguém se vai lembrar de Judite e a polémica entrevista a Lorenzo. Ninguém.

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