Falar Televisão

O kindergarten da Babá

Bárbara Guimarães é o estereótipo do boneco televisivo. Apresentadora de mão cheia, ela é daquele tipo de profissionais que se adapta a qualquer registo, a qualquer programa. Mas sempre no seguimento da sua linha, aparentemente, plástica, supérflua, vaga. Sempre assim foi. E nem a melhoria evidente no salto que a apresentadora deu no Portugal Tem Talento evitou que a “Babá” deixasse de ofuscar a verdadeira Bárbara, que, acredito que ainda exista e que seja sensivelmente diferente daquilo a que estamos habituados a ver da apresentadora no pequeno ecrã.

Na quinta edição do Ídolos, ainda no ar, ela foi a escolhida para ocupar o lugar cativo do elemento feminino no júri. Conhecimentos musicais, duvido que os tenha em grande escala. Ou, pelo menos, em tão grande escala quanto Roberta Medina, a sua antecessora. Mas, a verdade, é que Bárbara acaba por se tornar num acontecimento televisivo pela sua maneira de estar, por muito que eu e tantos como eu não a apreciemos. Por isso, escolhe-la como jurada de um talent show, onde os seus colegas são, ainda por cima, figuras como Pedro Abrunhosa ou Tony Carreira, só veio mostrar a intenção da produção do programa em descentralizar o júri da figura ideal dos “sábios” para colar esse mesmo júri na figura plástica das “estrelas”. E para isso está lá Bárbara.

Mas o que era, à partida, incalculável seria a força da réplica que essa aposta teria. E com um Ídolos pelas ruas da amargura, com audiências flop, esmagado pelo mega-sucesso das imitações da TVI, Bárbara Guimarães quis ir mais além. Muito ela, não se resignou e fartou-se de não ser a verdadeira estrela, a apresentadora. Na última gala, aquando da sua intervenção, não teve meias medidas e começou a entrevistar duas crianças que se sentavam ao lado dela. Cláudia Vieira, a hipotética apresentadora, assistia a tudo de braços cruzados. Bárbara, a hipotética jurada, criava o “momento televisivo”. Opinião, nem vê-la. Mas a entrevista que se justificava às pobres crianças ali estava. Infelizmente, sem grande resultado para a SIC. As audiências não subiram, ao invés do ego da Babá e das “trombas” de Manuel Moura dos Santos, enquanto balbuciava: “Oh Barbarela, acaba lá com o kindergarten!…”.

 

  • Pedro Ponte

    Sinceramente, eu nem percebi a crónica lol. Conclusão é o quê? Que a Bárbara é uma boneca da TV? Que novidade! Ela sempre o foi! E fartou-se de estar sentadinha a ver os outros apresentar, e virou-se às 2 crianças.
    Nem sei como ela vai dar-se com o Tocar a Mexer, vai ser lindo vai xD

  • olhonatelevisao

    Não concordo.
    A Bárbara desde PTT mostrou grande evolução. Esta cada vez mais natural, mais ela, mais genuína.
    é claro que não esteve bem a “fugir” ao alinhamento do programa, mas quem teve mesmo mal foi o MMdosS que se escusava aquelas boquinhas e as devia ter guardado para dizer em privado. Isso sim é que é deprimente.

    • Tippy

      Concordo que ela é boa apresentadora, mas como jurada sempre me lembrou a Clara de Sousa em Família Superstar, e a Sofia Morais no Ídolos, que não percebiam patavina de música…

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