Falar Televisão

O hábito que dá liderança

54 anos depois, o Natal dos Hospitais continua a ser um fenómeno na televisão portuguesa. Todos os anos assim o é. Ontem, a emissão de 2011 da RTP não foi exceção, obtendo a melhor marca desde 1999. De manhã com uns assombrosos 41,2% de quota média de mercado, e à tarde com uns não tão menos assombrosos 40,2 pontos percentuais. Números que levaram mesmo a RTP a enviar um comunicado a congratular-se com este números que lhe valeram, desde logo, a liderança destacada no dia de ontem, batendo-se contra um Cabo que, por esta altura, se mantém em altas.

Mas o que faz com que o Natal dos Hospitais continue a ser uma fórmula de sucesso? Aparentemente, nada levava a pensar que a fórmula ainda fosse assim tão sinónimo de sucesso. Outros Natais dos Hospitais já se fizeram ao longo de vários anos na concorrência, em modelos completamente semelhantes, o que poderia levar a um desgaste destas maratonas televisivas.

Mas aqui entra uma questão muito curiosa, em especial na televisão portuguesa: o hábito. O público português é um público dado ao hábito naquilo que consome. Um formato com mais de 54 anos de vida contínua no ar, acima de tudo, tendo por base esse hábito que se reflete no carinho do público pelo Natal dos Hospitais e pela aderência massiva a cada edição anual deste formato. Enquanto o hábito perdurar, a RTP só tem a ganhar…

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