Falar Televisão

O Elo mais Forte

O dia de ontem foi marcado pela estreia de Pedro Granger na apresentação de O Elo Mais Fraco e pelo primeiro capítulo da nova novela da estação de Carnaxide, Rosa Fogo. Apesar de não ter acompanhado nenhuma destas ofertas televisivas, a verdade é que, em termos de audiência, esperava um pouco mais. Se Rosa Fogo se ficou pelos 10,6% de audiência média, O Elo Mais Fraco não foi além dos 7% de rating. Sendo estas duas das grandes apostas da SIC e RTP1 para a reentré televisiva, respetivamente, não terão sido estes resultados um pouco abaixo das expetativas?

Sim, na concorrência estava o primeiro diário da Casa dos Segredos mas, mesmo assim, não considero que essa tenha sido a grande razão para os valores alcançados. Com toda a promoção desenvolvida nos últimos tempos, com as aulas de tango a percorrer o país, com a exposição mediática de Pedro Granger, a propósito da sua saída da TVI para a RTP1, os números deveriam ter sido superiores.

É verdade que, tal como é normal, uma novela do terceiro canal nunca se estreia com um grande resultado, contudo, e após o sucesso de Laços de Sangue, pensei que tal poderia acontecer. Não aconteceu. Agora é esperar que Rosa Fogo cresça no horário nobre, de forma a conseguir o sucesso que a sua antecessora alcançou. No caso de O Elo mais Fraco, basta dizer que é um concurso da RTP1 e, como tal, a maioria dos telespetadores preferem acompanhar a vida de 19 pessoas fechadas numa casa vigiada 24 horas por dia ou um novo conjunto de personagens de uma nova novela a entrarem diariamente em sua casa.

Apesar destas duas estreias não terem correspondido às minhas expectativas em termos de valores audiométricos, a verdade é que esperava também do início da segunda temporada de Casa dos Segredos uma melhor performance. Com o regresso de Teresa Guilherme à apresentação em Queluz de Baixo, com o mistério criado em relação aos novos segredos escondidos pelos concorrentes e pelas próprias saudades que os portugueses demonstravam sentir do formato, 15,1% de audiência média foi apenas um bom resultado. Se tivermos em conta o passado, Júlia Pinheiro alcançou exatamente o mesmo valor, contudo com um share mais elevado (48,5% contra 45,1%).

Por outro lado, de salientar que, se no domingo a TVI venceu o dia, nesta segunda-feira o conjunto dos canais temáticos voltaram a ficar à frente.

Os tempos são outros, definitivamente… E os segredos para esta alteração súbita do consumo televisivo continuam a ser um mistério!