Falar Televisão

O dia dos especiais e das estreias… furadas!

O domingo passado prometia ser um dia especial para a RTP1, cheio de especiais e estreias. Um dia feito de directos, de manhã à noite. Pelo meio, estreias na ficção e na informação. Podia ser um dia brilhante, mas afinal… foi muito escuro! Pelo menos a nível audiométrico.

O dia dos especiais começou por volta do meio-dia, com o “Sabores de Portugal” que, depois de uma interrupção para dar informação, voltou depois de almoço. Em directo do Pavilhão Atlântico, numa festividade levada a cabo pelo Continente, cheia de produtos nacionais (tanto gastronómicos como culturais), a emissão da RTP1 não seduziu os telespectadores. Uma emissão, quanto a mim, enriquecedora e com conteúdo, fez uma média (das duas emissões juntas) de 16,4% de share. Tendo em conta que uma das emissões ocupou a maior parte da tarde, a audiência foi um buraco!

Depois da emissão especial dedicada aos produtos nacionais, estreou a 3ª temporada de “Pai à Força”. Ambientada no Algarve, a nova temporada veio ocupar o lugar deixado pela longa repetição das temporadas anteriores durante o verão. Com novos cenários, a série ficou-se pelos 17,2% de share. Um resultado muito aquém e que em nada ajudou o “Telejornal” que chegou a seguir… fez um resultado que não se esperava para uma série que fez tão bons resultados.

Depois do “Telejornal”, chegou uma estreia informativa: “Portugueses Extraordinários”. Mais uma estreia, mais uma péssima audiência! 14,4% de share foi quanto fez esta nova aposta da RTP1. As pessoas já não valorizam a informação da RTP ou foi uma maré de azar?!

Depois de “Portugueses Extraordinária”, eis mais uma estreia… “Velhos Amigos”! A audiência? Pois, fez exactamente o mesmo que o programa que lhe antecedeu: 14,4% de share. A série, confesso, é um pouco monótona. Falta-lhe ritmo, um texto mais solto, um estilo mais leve. Quem julga que é algo na linha de “Um Lugar Para Viver”, está bem enganado… é precisamente o oposto!

E para terminar o dia, não podia ser em grande se não fosse com um especial. Seguindo a linha da estreia da ficção nocturna, surgiu “Amigos Para Sempre”. Coincidência das coincidências, a audiência foi exactamente a mesma de  “Portugueses Extraordinários” e de “Velhos Amigos”: 14,4% de share. Parece mentira?! Não, não é… Uma Gala cheia de misticismo, com cheiro a saudade, seguindo o ambiente deixado pela estreia de uma série, merecia uma melhor atenção por parte dos portugueses…

No meio de tantos números e de tantas contas, fica a questão: porquê de tão maus resultados? Porque é que a RTP1, nesta rentrée, está a custar a impor-se? Parece que os telespectadores perderam a vontade de ver a estação do Estado, não reconhecem uma identidade comum, não se sentem estimulados pela nova oferta. Um verão tremendamente fraco a nível de oferta de produtos televisivos por parte da RTP1, com repetições a encher a grelha, a juntar à migração de muito público para os canais por Cabo, fez da estação pública uma espécie de queijo… cheio de buracos! Vala-lhe o facto de contar com o dinheiro dos contribuintes para sobreviver… por enquanto!

  • Anónimo

    A resposta é simples: a SIC e a TVI passaram programas melhores. Simples! Os programas da RTP1 perderam a piada. O único que se aproveita é mesmo o “MasterChef”. E coincidência ou não, é um programa que não é serviço público. Podia passar em qualquer estação privada e aí sim, faria, de certeza, um ótimo resultado. É por isso que concordo com a privatização da RTP, pois não estou para pagar para ver maus programas.

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