Falar Televisão

Medo do futuro

São curiosas as declarações que Rogério Samora faz à imprensa depois de todos os problemas contratuais entre o ator e a TVI. Rogério vem agora dizer que o que o afastou realmente da estação de Queluz de Baixo foi o “medo do futuro”. O ator vai mais longe e afirma mesmo que também não se sentiu confortável “com o rumo que a TVI começou a tomar”, sentido-se assim na obrigação de tomar uma escolha e acabar por abandonar “um barco sem capitão”.

E uma semana depois de se saber que José Fragoso está a caminho da TVI, estas palavras de Rogério Samora retratam bem o que espera Fragoso quando este chegar até Queluz de Baixo. Depois da saída de Moniz, no verão de 2009, e, um ano depois da saída de Gabriela Sobral, a TVI ficou com as sequelas inevitáveis para uma marca que até aqui era líder: ficou literalmente órfã. Orfandade de trouxe instabilidade na dança das cadeiras da direção de programas, erros sucessivos de programação, apostas em autênticos flops, queda nas audiências e a saída de algumas caras de peso, entre eles, atores de novelas.

Atualmente, a TVI ainda sofre dessa orfandade e, talvez por isso mesmo, seja já depositado em Fragoso o papel de um autêntico messias que, tal como José Eduardo Moniz, irá voltar a reerguer a estação até agora líder em Portugal e que tem fraquejado nos últimos tempos.

Uma coisa é certa, independentemente das mais-valias apresentadas pela SIC, o desconforto com a TVI foi a principal razão para Rogério Samora, Júlia Pinheiro ou até mesmo Gabriela Sobral terem abandonado a estação de Queluz de Baixo. E nos dias de hoje, o medo é o pior sentimento que se pode viver dentro de uma empresa…

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