Falar Televisão

Jornal de Futre

Foi na noite de ontem que o canal de Queluz de Baixo deu o pontapé de saída na estreia de Paulo Futre como comentador de um dos seus programas no TVI 24. E nada melhor do que usar, mais uma vez, o Jornal das 8 para o fazer. Ainda há dias, no Diário de Notícias, Nuno Azinheira escrevia que os jornais televisivos eram cada vez mais um desfile de marketing das próprias estações e ontem isso ficou bem provado.

Contrariando todas as outras entrevistas já realizadas por Judite Sousa, desta vez houve um verdadeiro elogio e enaltecer de tudo o que tem acontecido nos últimos tempos na vida do antigo futebolista.

Quando sintonizei a minha televisão na TVI pensei, por momentos, que estava perante o Alta Definição, ou perante o extinto Só Visto. Havia necessidade de tanta promoção a Futre? Bem sei que o TVI 24 está aí, com nova imagem e quer a todo o custo melhorar os seus números, mas era mesmo indispensável tanta simpatia e falatório à volta do antigo jogador.

Nada tenho contra o próprio, até porque, na minha opinião é um grande exemplo e um excelente estudo para marketeer’s, mas ver aquilo que se viu ontem no Jornal das 8 devia ser proibido. É mesmo indispensável que os nossos jornais se tornem em programas quase que de entretenimento? Até onde vai o conceito de noticiário televisivo?

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