Falar Televisão

Gordinhos na SIC

Parece que a SIC começa a gostar da escassa ideia de explorar os “gordinhos” ao máximo para programas de entretenimento. A primeira edição de «Peso Pesado» resultou positivamente, mas a segunda nem por isso. Talvez muito por culpa de ter como concorrência a indestrutível «Casa dos Segredos», que se prepara agora para derrotar «Toca a Mexer», mais um programa para perder peso da responsabilidade do canal de Carnaxide. Só que desta vez dizem que é a dançar.

Todavia, quem pensava que ia ter Júlia Pinheiro a brilhar novamente naquilo que melhor sabe fazer, enganou-se profundamente. O público vai ter de levar mais uma vez com a querida “Babá”. Tudo bem que a apresentadora tem evoluído bastante, mas as noites de domingo precisavam de alguém mais do tipo “peso pesado”. Há muito talento em Carnaxide para aproveitar, há muito talento para ser revelado e se tornar num próximo “João Manzarra”. Porquê Bárbara Guimarães? Porquê? Não havia necessidade, até porque a mesma acabou de sair do «Ídolos» e ainda traz consigo a pele de jurada.

Em determinada altura chegou-se a falar em nomes inovadores, tais como «X-Factor» e até num reality-show qualquer com pessoas dentro, mas nada feito. Volta-se a pegar nos “gordinhos”, mais uma vez e outra e outra. Nada contra estes formatos, até porque «Peso Pesado» foi giro de se ver. Mas ao apostarem sempre nos mesmos conteúdos, é de recear que o caminho seja o mesmo do «Ídolos» que terminou agora, ou seja, a SIC está a apoiar fórmulas gastas e demasiadamente óbvias.

Seria tão mais eficaz dar tempo ao tempo, não gastar os “cartuchos” todos de uma vez, ter ideias novas de vez em quando. Arriscar também faz bem, mesmo que em tempo de crise. A TVI soube fazê-lo (e bem) com o programa de imitações, pois ninguém esperava o sucesso que ia ter. Nem mesmo Manuel Luís Goucha, que chegou a torcer o nariz ao formato e quase recusou o convite para apresentador. Caso o fizesse, acredito que teria passado todos estes longos domingos em profunda “depressão” pelo erro cometido.

Regressando ao título desta crónica… pronto, tudo bem que o novo programa da SIC até pode surpreender gregos e troianos. Pode ser um tremendo estrondo a ponto de provocar náuseas, vómitos e dores de cabeça à casa mais vigiada do país. Mas uma coisa é certa – será necessário muito esforço, inovação, entretenimento puro e duro e, acima de tudo, aceitação por parte do público. Bárbara Guimarães terá de se “esfolar” por completo para arrancar boas audiências, porque como toda a gente sabe: não basta chegar, apresentar e dar um ar de sua graça. É que até Teresa Guilherme já se apercebeu dos dias que correm, tanto que criou uma conta no Facebook e outra no Youtube, com o objetivo de manter uma proximidade com aqueles que a seguem. E isso, meus amigos, é meio caminho andado. Proximidade, apontem isto, proximidade.

  • Tânia Rodrigues

    Eu acho que se Manuel Luis Goucha tivesse recusado o convite para ‘A tua cara não me é estranha’ o programa nunca teria sido o sucesso que foi. Muito daquele programa se fez porque quem o estava a apresentar eram duas pessoas que o publico muito acarinhava e que se davam lindamente.

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