Falar Televisão

Fanny até quando?

Hoje em dia, qualquer simples e comum mortal que ligue a televisão, leia um jornal ou se dê simplesmente ao trabalho de ligar o rádio do carro… já passou certamente pela sensação de ser “bombardeado” com o ofuscante nome «Fanny». Ora vejamos bem, é que até aquele senhor com um ar absolutamente culto que nunca viu «Casa dos Segredos» e detesta programas do género, confirma e jura a pés juntos já ter lido «Fanny» em algum lado na sua vida. É algo incontrolável, sem explicação. No fundo, é como a mãe natureza: não temos controlo no assunto. Mas é que não temos mesmo. Ponto final, parágrafo.

Contudo, são as Fannys e os Motas deste país que fazem as vendas disparar como se não houvesse amanhã. Bem, mas isso já não é novidade para ninguém. Novidade é as principais revistas cor-de-rosa conseguirem esmiuçar histórias infinitas semana após semana… e todas elas a incidir na Fanny. Fanny está em depressão. Fanny está de melão. Fanny vai aqui. Fanny sai dali. Fanny tem um namorado. Fanny vai ao supermercado. Tudo isto a fazer relembrar os tempos de «Anita». Mas o povo gosta da Anita e gosta ainda mais de seguir as suas mirabolantes aventuras pelo país fora. Que ninguém pense que dois amigos no café vão falar sobre José Rodrigues dos Santos e o seu sucesso em França. Nem pensar. A ordem do dia será sempre a polémica e, para isso, temos cá a “belle portugaise”.

Esta jovem, apesar de aparentemente não ter feito nada que contribuísse para a cultura, a saúde, o desporto, nem mesmo para a música (note-se, é que nem gravou um álbum sequer). Quer dizer, gravou uma música com Saúl, mas como diria a Teresa Guilherme: «isso agora… não interessa nada». Apesar disso tudo, é seguida a cada mínimo passo que dá. E assim que abre a boca para falar da sua adoração por João Mota, aí é que os holofotes se elevam de tal maneira que não se aguenta. Mas, na verdade, já se nota uma certa “fartura” das pessoas face a notícias destas, ou não existisse a conhecida frase «tudo o que é demais, cansa».

Em jeito de conclusão, há algo a destacar (e a sublinhar com marcador amarelo fluorescente, de preferência) nesta conversa toda: é que, repare-se, desde setembro do ano passado que «Fanny» vende e tem-se mantido consecutivamente com histórias, notícias e peripécias sem aparente fim. Algo que é muito raro para um concorrente de um reality-show. Porque é assim: por mais popular que um concorrente seja, passado alguns poucos meses já ninguém ouve falar dele, é como se evaporasse e desaparecesse do mapa. O mesmo não aconteceu, por enquanto, com esta rapariga e isso é de se lhe tirar o chapéu. Mas a questão que se prende agora é: Fanny até quando? É segredo.

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