Falar Televisão

Primeiro estranha-se…

Ouvir Ana Lourenço a cantar logo no início do programa podia inicialmente soar a algo de muito estranho e até perturbador. Mas não passou de uma questão de hábito. Rapidamente, toda aquela postura informal da jornalista acabou mesmo por se tornar agradável. Fora D’Horas, a nova aposta do late-night da SIC Notícias, é basicamente isto.

A razão da aposta foi clara. Com uma TVI 24 muito mais forte naquele horário, com um 25ª Hora excelentemente conduzido e estruturado por João Maia Abreu, o, também competente, Jornal da Meia Noite de Carnaxide acabou por ficar ofuscado. E como a líder SIC Notícias, como líder que é, não pode perder nem a feijões, o Fora D’Horas veio colmatar este horário mais desprotegido do canal. E, tendo por base o primeiro programa, colmatou-o da melhor maneira.

Um late-night que, de facto, é mais late do que night, mas que nem por isso deixa de ter potencial para não morrer no horário a que ficou destinado. Acima de tudo, porque o Fora D’Horas marca pela diferença. Nunca imaginaríamos, por exemplo, que a fronteira entre seriedade dos jornalistas e a descontração desses mesmos jornalistas era tão ténue. Este formato mostra exatamente o contrário. E mesmo que, à partida, toda essa “mudança” pareça controversa e buscar, acaba por cair instantaneamente na maior das naturalidades. Quem apresentou ontem o Fora D’Horas foi realmente a Ana Lourenço. Não a pivot, mas sim a jornalista.

Basta juntar a isto bons convidados, e está feita a receita original e diferente para os finais de noite da SIC Notícias. Tal e qual a receita da Coca-Cola: primeiro estranha-se, depois entranha-se.

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