Falar Televisão

Euro bom senso

Em tempos como este, em que se desenrolam grandes competições de futebol, torna-se difícil estabelecer fronteiras entre o aceitável e o ridículo na nossa televisão. Até porque, ao criá-las, elas estariam constantemente a ser ultrapassadas.

Nos últimos dias, os canais informativos desdobram-se em especiais em torno do Euro. Os generalistas dedicam extensos pedaços dos seus jornais com diretos com a populaça em brasa. Os próprios enviados especiais à Polónia e Ucrânia acabam, muitas das vezes, por não acrescentar nada de relevante às suas intervenções, acabando mesmo por encher mais uns minutos de antena com trivialidades. No entanto, todos esses especiais e todo o “patriotismo exacerbado” vendem e acabam por liderar as preferências dos espectadores.

Não digo que a televisão não abuse um pouco no apoio à seleção nacional, apesar do tom complexo e discutível desse mesmo apoio. Mas garantida que está a participação lusa durante, pelo menos, mais uma semana, é bom que o bom senso não seja totalmente esquecido. Informar não é enfatizar. E com tamanho entusiasmo, não há histeria coletiva que resista.

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