Falar Televisão

Estou viciado

Ao longo de mais de 10 anos de ficção em português na TVI e, mais recentemente, também na SIC, todos nós fomos guardando na nossa memória o nome daquelas personagens marcantes, as deixas que passaram a ser máximas da nossa vida, o genérico que não nos saiu da cabeça. Pondo de parte as implicações económicas, a reposição de novelas, habilmente feita pela Globo há já várias décadas, serve, em parte, para reavivar essa memória que todas as tramas despertam nos espectadores.

A estação de Queluz de Baixo começou a fazê-lo há um ano. Com o pé esquerdo, diga-se de passagem. Ilha dos Amores foi das mais enfadonhas novelas mais alguma vez feita na era Moniz. Mas Tempo de Viver, no ar desde junho deste ano, tem colmatado o tom demasiado razoável da antecessora. A trama da inesquecível Maria Laurinda (Margarida Vila-Nova) é um dos melhores produtos de ficção alguma vez feito em Portugal. A anos-luz daquilo que se produz agora, com interpretações genericamente fracas (irremediável no nosso mercado) mas com um argumento digno de uma qualquer série de excelência norte-americana. Grosso modo, um produto bastante inteligente que (quase) nem parece uma novela.

A decisão, por parte da TVI, de repor Tempo de Viver nas tardes da estação foi boa. Muito boa. Eu, pelo menos, já estou viciado. E ainda nesta segunda-feira, segundo a GfK, pelo menos 27% das pessoas que via televisão àquela hora também partilhava do mesmo vício do que eu. Saudosista como sou, gosto de rever uma das melhores novelas da década. E lamento que o horário nobre destes dias seja francamente mais pobre do que o horário das 15h.

  • Pedro Ponte

    A ironia é tanta nesta novela que eu passo o episódio a rir xD
    Interpretações de luxo! Ainda hoje o episódio foi fantástico!
    Tenho pena que a TVI tenha deixado de fazer novelas como estas, agora são só histórias enfadonhas, todas iguais e sempre com os mesmos elencos -.-
    Rui Vilhena, saudades das tuas histórias! =C

  • Fred

    Os textos são fantásticos, os atores de luxo, as interpretações maravilhosas! Uma das melhores que foi feita até hoje, na TVI. Concordo plenamente. Também sou viciado!

  • Lúcio

    Adoro os diálogos, a ironia, comparações com coisas fora de normal como por exemplo com acontecimentos importantes ou pessoas, os clichés adoro! Adoro a Maria Laurinda, a Margarida Vila Nova interpretou-a brilhantemente foi a melhor personagem que ela alguma vez fez! É pena ela não estar no activo, é das poucas atrizes que faz puxar atenção não só pela beleza como tambem pelo o seu grande talento!!

  • Lúcio

    Eu adoro tambem a Bárbara(Dalila Carmo), a Lídia(Manuela Couto), a Rita (Joana Solnado), a Fátima (Alexandra Lencastre), o Bráulio(Marco Delgado), o Bernardo (Pedro Teixeira), o Fausto (José Wallestein), a Célia(Sofia Grilo), a Marta (Rita Blanco) e o Afonso (Hugo Tavares)! São personagens riquíssimas, muito bem intrepertadas nomeadamente a Dalila Carmo farto-me a rir com as palhaçadas dela!! Só não gosto da Beatriz(Yolanda Noivo) e do Sebastião (José Neves) acho que poderiam ser intrepertados por actores melhores!

  • pickles

    Só não concordo com a primeira parte, Ilha dos Amores teve uma das mais coerentes e bem conseguidas histórias de todas as novelas da tvi, daí merecer a reposição. Claro tinha um elenco em parte fraco devido à morangada, mas foi uma das melhores senão a melhor novela da tvi até hoje, que a maria joão mira não deve conseguir repetir. Tempo de viver é igualmente uma das melhores novelas da tvi, mas infelizmente o que até meio era uma novela brutal… de repente transforma-se numa enorme parvoíce. Salva-se aquele texto do vilhena e as excelentes interpretações que foi sendo povoada, porque infelizmente a história rapidamente se perdeu e a parte do tubarão foi uma enorme facada.

  • olhonatelevisao

    Concordo com tudo Pedro Esteves.

  • Rafael

    Concordo!

  • Tippy

    Esta novela teria enorme potencial, mas acabaram por a “esticar” demais. Perderam-me completamente na parte do Tubarão, parecia saído de um filme, perdoem-me a expressão, “rasco”.

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