Falar Televisão

Entretenimento: até que ponto?

No Falar Televisão de hoje, o destaque vai para o fenómeno dos Reality shows. Não é a primeira vez  que vêm a público notícias de alegados aproveitamentos, por parte de familiares ou amigos, do nome de participantes de certos programas. Refiro-me, neste caso, ao mais falado do momento – Secret Story.

Sabemos, todos nós, o peso mediático que este tipo de programas adquire, atirando para a ribalta a vida privada dos que neles participam, bem como, da sua família.

A mais recente notícia dá-nos conta da presença de Fernando Rodrigues, pai de Fanny, uma das mais polémicas concorrentes do programa da TVI, em diversas festas em representação da filha. Este que, ao longo das semanas, acusou o ex-namorado da mesma de aproveitamento do seu nome para ganhar dinheiro na noite em atuações como DJ, provou fazer exatamente o mesmo.

Depois de reparar no artigo da revista Mariana, é inevitável pensar no papel que este formato de programas adquire junto dos telespetadores. A partir do momento em que estreiam, todas as capas das revistas ditas “cor-de-rosa”, têm como foco algum concorrente ou episódio da sua vida, fazendo aliciar o consumidor que, normalmente, acompanha o formato. Programas como A Casa dos Segredos, tornam-se, durante os meses de transmissão, em fortes fontes de lucro: tanto para a estação transmissora, neste caso a TVI, bem como para os meios de imprensa escritos que acabam por, de forma indireta e, como já foi referido, lucrarem milhares de euros. As mais valias económicas e mediáticas recaem, também, nos concorrentes que neles participam.

No fundo, os programas deste género acabam por mudar vidas, com novas ofertas de emprego ou propostas irrecusáveis, em termos monetários ou de realização de sonhos. Seja em escolas, cafés ou transportes públicos, todas as conversas vão parar ao que aconteceu na casa mais famosa do país ou na herdade onde o lema é perder peso.

Por outro lado, são muitos os críticos que consideram todos estes programas lixo televisivo, e ridículo o mediatismo criado em torno dos mesmos.

Em conclusão, pode então perceber-se que o entretenimento vende e que, desta forma, proporciona milhões aos meios de comunicação associados, bem como a todos os elementos que neles estão envolvidos.

 

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