Falar Televisão

É Tempo de Viver a ver Dancin’ Days

Não sou uma pessoa pertencente a uma classe social alta. Para terem uma ideia, quase não vejo ficção norte americana. Contento-me com o que há em Portugal. Gosto de seguir Fernanda Serrano, João Baião, Teresa Guilherme, Rodrigo Guedes de Carvalho, enfim, tudo, ou quase tudo o que é feito pela televisão nacional. Gosto de novelas. Acho até que gosto muito de novelas. Por vezes não as consigo acompanhar, mas vou sempre tentando.

Como já aqui escrever algures, gosto muito de Dancin’ Days. É um facto: conquistou-me. (Obrigado, Joana Santos). Mas também gosto muito de Tempo de Viver. É verdade. Infelizmente, hoje em dia não a consigo ver. Estou a trabalhar naquele horário e nunca me deu para a pôr a gravar. Sei que a história está lá. Lembro-me bem dela. Ficou-me na memória. (Obrigado, Margarida Vila-Nova).

Ontem à tarde, por coincidência do destino, revi um pouco de Tempo de Viver. As cenas dos núcleos de Dalila Carmo, Rita Blanco, Gracinda Nave, João Ricardo, Marcantónio del Carlo e João Ricardo. Falava-se de crise em relações. Uma questão que ainda hoje está na ordem do dia. A bem da verdade, alguém já detectou alguma temática em Tempo de Viver que não se adequasse à actualidade? Ora aí está o segredo, ou a chave para o sucesso: Rui Vilhena, um visionário, que conseguia adequar as suas histórias à vida das pessoas e fazê-las serem credíveis. E via para além do seu tempo.

É isso que também noto em Dancin’ Days. Aquilo que lá se aborda são problemas do dia a dia. São realidades do nosso tempo. Não tenho dúvidas de que, se a for ver daqui a cinco/dez anos, pensarei o mesmo. E isso cativa. Para além de que é uma novela que, como diz uma amiga minha “não cheira a pobre”, como algumas que por aí se vêem. E, não, não estou a querer armar-me em grande e menosprezar o que é feito. Mas a realidade é que, no caso de Louco Amor, por exemplo, que já acompanhei, há menos cor. Há mais drama. Há menos realidade. Um cuidado maior

Dancin’ Days ou Tempo de Viver são o espelho desse cuidado. Os resultados audiométricos bem o revelam. São ambas líderes. E, acima de tudo, dois produtos que realçam o que de melhor há no nosso país.

  • Miguel

    Nem mais, duas grandes novelas

  • Criticar Louco Amor, não lhe fica nada bem! Se prefere Dancin’ Days, que bom para si, mas não critique a novela, que eu, mais um milhão e tal de pessoas vemos diáriamente: Louco Amor!

    • Se leu com atenção, quem escreveu o artigo não criticou prejurativamente a novela da tvi. Em vez de a ver, leia para aprender a formar juízos!

  • Concordo com a abordagem. E o importante, é que ambas consigam ensinar algo aos telespetadores, mudando mentalidades, enquanto produto de entretenimento.

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