Falar Televisão

Comparação? Não há como fazê-la

Comparar os programas de informação dos 3 canais é como comparar chocolate branco, preto e de leite.  São produtos diferentes, cada qual com a sua característica própria, mas que satisfazem uma mesma necessidade.

Recuemos ao ano de 1959, onde surge o primeiro telejornal da televisão portuguesa, com a realização de Vasco Teves e apresentação de Mário Pires e Alberto Lopes. Foi um passo importante na afirmação da RTP, que 53 anos depois continua a ser o canal da qualidade da informação. Pelo menos, é assim que se auto reconhecem e são reconhecidos pelos telespectadores. “Bom dia Portugal”, “Jornal da Tarde” e “Telejornal” apresentam diariamente as notícias da atualidade nacional e internacional no que diz respeito ao desporto, política, economia, sociedade e meteorologia. A informação chega ainda mais longe, num leque repleto com programas de jornalismo de investigação, como foi o caso do “Sexta às 9” conduzido por Sandra Felgueiras, onde o objetivo tornava-se bastante claro – abordar temas polémicos que despertassem a curiosidade da sociedade, sem tabus e doesse a quem doesse. Era um risco a correr. Arriscaram e o sucesso ficou a vista. Eis que surge assim um programa que em muito contribuiu para a cultura de reportagens do canal, onde reina a contestação e questionamento de temáticas sensíveis ao telespectador. Indo ao encontro da mesma base de programação, “Linha da Frente”, de uma forma franca e dura, sem omitir a realidade dos factos, desvendou as histórias que se passaram no mundo não desvalorizando o foco português, decifrando deste modo aquilo que se passa na atualidade com a seriedade e o rigor da informação que o povo já reconhece da RTP. Internacionalmente também é possível acompanhar o trabalho efetuado pelos repórteres e jornalistas da Rádio e Televisão Portuguesa, através da RTP Internacional ou via internet, no site oficial da estação.

“Crescemos juntos” é o slogan que marca os 20 anos da Sociedade Independente da Comunicação. É verdade… já lá vão duas décadas de factos e personalidades que fazem as notícias do País e do Mundo, revelados e tornados públicos pelo canal generalista. Logo de manhã, às 07:00h em ponto, a SIC apresenta em primeira mão os principais destaques das páginas dos jornais diários, a meteorologia, o trânsito de Lisboa e do Porto, não esquecendo os mercados bolsitas e o jornal de economia. O dinamismo da informação não é esquecido no “Primeiro Jornal” e “Jornal da Noite”, apresentados por  Clara de Sousa e Rodrigo Guedes de Carvalho. Nos principais noticiários do dia, são apresentadas secções de reportagem que marcam a diferença face aos restantes canais de televisão como o “Perdidos e Achados”, onde são recuperadas pequenas histórias que foram notícia e que nunca mais se ouviram falar, retratando o antes e o depois. Reportagens que nos fazem recorrer ao nosso pequeno grande espaço de memórias que coabita no nosso intelectual. O “futuro hoje” também se tornou um importante marco na divulgação das ideias que mudam o universo dos jogos, das máquinas e as interações com o utilizador no mundo virtual. Lourenço Medeiros dá a conhecer as inovações tecnológicas que são lançadas no mercado, onde muitas das vezes, para as adquirir, o telespectador tem de dar uma vista de olhos às suas “contas poupança”. Em tempos de crise o dinheiro passa a ter mais valor e é necessário saber geri-lo. É o que esta recente rúbrica do “Jornal da Noite” procura informar e mudar comportamentos da sociedade de forma a controlar da melhor maneira o orçamento mensal das famílias. Mas sejamos imparciais, e o que é certo é que nem tudo brilha na informação deste canal. Os pivots muitas vezes cometem gaffes e nos rodapés ao nível da escrita são grandes os erros ortográficos que sobressaem aos olhos de qualquer um. Ponto desfavorável para a reputação dos noticiários da SIC que uma vez ou outra lá se encontra no youtube como motivo de galhofa por parte dos internautas.

A TVI começa o dia com a síntese da informação das primeiras notícias que marcam a atualidade com o “Diário da Manhã” apresentado pela Ana Sofia Cardoso e Frederico Mendes Oliveira. Em constantes ligações em direto com repórteres espalhados pelos vários pontos do país e a presença de convidados que dão o seu comentário pessoal às notícias que são foco de destaque nas edições, formam um programa dinâmico e de qualidade reconhecida por todos aqueles que preferem o canal líder de audiências. À hora de almoço e jantar, fazem-lhe companhia nomes como Pedro Pinto e José Carlos Castro no “Jornal da Uma” e ainda José Alberto Carvalho e Judite Sousa, recentes apostas da TVI que conduzem o “Jornal das 8”. A TVI pretende assim reafirmar a sua marca no mercado, mostrando que é capaz de diversificar e modernizar, afastando-se daquilo que é comum na concorrência. Credível, responsável e por vezes ousado é também aquele a quem todos os portugueses depositam o seu apreço e confiança merecidos. Marcelo Rebelo de Sousa apresenta, Domingos á noite, o seu lado imparcial sobre as notícias que fizeram a semana, respondendo a questões colocadas pelos telespectadores e fazendo, no final, uma sugestão de obras literárias. Semanalmente, “Repórter TVI” apresenta à semelhança da SIC e RTP um espaço de reportagem sobre temas polémicos, investigações e alertas sociais, que complementam o leque da informação. “Eles informam, você decide”.

A informação em Portugal está de parabéns. Premiações atrás de premiações enriquecem o valor das reportagens e investigações efetuadas pelos nossos jornalistas e repórteres. A SIC que venceu recentemente o Prémio Gazeta da Televisão com duas reportagens, a TVI distinguida com o premio AMI Jornalismo contra a Indiferença e o Premio ACIDI pela excelência do jornalismo de Alexandra Borges e ainda o Prémio da Sociedade da Informação atribuído a Vasco Trigo, jornalista da RTP, enchem-nos de orgulho e provam que em Portugal se fazem bons trabalhos ao nível da informação.

  • ivo

    Os pivots da SIC não cometem mais gaffes do que os dos outros canais… Os erros ortográficos não podem ser nos rodapés, porque não há rodapés na SIC, talvez te estejas a referir aos oráculos… Enfim, fraquita esta rubrica.

  • olhonatelevisao

    concordo ivo.
    Eu vejo QUASE SEMPRE os informativos da SIC e não me lembro da última vez que tenham cometido um erro ortográfico ou uma gaffe.
    Agora, na TVI (quando espreito) de quando em vez aparece lá um erro ortográfico ou uma gaffe..
    E numa rúbrica como estas era de ter em atenção a escrita sem erros! “Domingos á noite” ou “Domingos à noite”? E os COMENTÁRIOS do Dr. Marcelo são imparciais? Imparciais têm que ser as notícias! As rúbricas do Marcelo são parciais ou ele não desse o seu “parcer” ou opinião sobre a atualidade nacional!
    Sandro a ideia era boa, a rúbrica também está globalmente boa, mas aconselho-te a rever o que escreves antes de publicares um tema tão delicado como a informação e o domínio da língua! Boa sorte para a próxima! 😉

    • Aff

      olhonatelevisão, ve se te recordas 😉
      http://www.youtube.com/watch?v=_aJjpGbLXXw

    • White Angel

      Realmente deves espreitar muitas vezes (ironia)! Eu sou espectador assíduo da informação TVI e os erros ortográficos são tão ocasionais… quanto a gaffes eu só condeno o oráculo da TVI no facto de poder introduzir três linhas ficando duas deles cortadas… mas isso é um problema do oráculo e também só acontece muito ocasionalmente! Não são estes pequenos imprevistos que fazem uma informação, muito pelo contrário! A irreverência, credibilidade e imagem moderna moderna destacam a informação da TVI das restantes… a TVI finalmente conseguiu quebrar com a imagem que tinha anteriormente na informação! Elogio o trabalho do José Alberto Carvalho e da Judite Sousa! Para mim a informação TVI é neste momento a melhor! Mas claro que há pessoas com opiniões diferentes, claro! como em tudo na Vida…

      • olhonatelevisao

        Não devemos a andar a ver o mesmo informativo TVI!
        Ora eu não questiono o valor e o excelente trabalho que o José Alberto Carvalho e a Judite fizeram na informação TVI, tornando-a mais credível.
        Mas o que é certo é que os jornalistas da TVI não são livres de errar (como os pivots da SIC ou da RTP) e quando assisto à informação TVI vejo, por vezes, erros ortográficos (se calhar é coincidência), que não são tão frequentes na SIC.

  • Aff

    Especialmente gostei desta rúbrica. Bem escrita, excepto aquele erros ortográfico “Domingos à noite”, mas quem não erra? Vocabulário diversificado, críticas e comentários pessoais justificáveis.Parabéns 😉
    Quanto às gaffes dos pivots da SIC, se formos questionar o público sobre qual o canal que mais erros comete nos oráculos o nome que deve vir mais ao de cima é a da SIC e da TVI. Penso que devias ter frizado também esse aspeto. quem ler parece que beneficiaste muito a TVI.
    Mas gostei. Parabens.

  • Rita

    Imparcialidade é um termo praticado na imprensa e na justiça que se refere a não privilegiar ninguém e nenhuma parte. O Marcelo Rebelo de Sousa não é imparcial?? oi?

  • atentoàtelevisão

    Concordo com todos! O Marcelo Rebelo de Sousa imparcial? hum… Sandro tenha atenção aos seus comentários porque imparcial é o que o senhor não é! Os pivots da TVI e da RTP se calhar dão tantos ou mais erros do que os pivots da SIC… Porque é que também não falou doutros aspetos menos positivos das outras estações de televisão? Alguma preferência pela TVI? Enfim, para a próxima tente ser mais imparcial e mais correto a nível ortográfico! Até à próxima,

    atentoàtelevisão

    • Diogo

      Acho que o comentario da rita responde a este comentario.. ”
      Imparcialidade é um termo praticado na imprensa e na justiça que se refere a não privilegiar ninguém e nenhuma parte.” ves a TVI? pois… devias realmente estar calado. Desde quando o Marcelo priviligia alguém pelos seus gostos pessoais? Não é imparcial?
      Se és tão “atento a televisao” como dizes, vale mais opinares do que sabes.
      Quanto às gaffes, vão pesquisar o “Carvalho da Silva – jornal da sic” e vão pesquisar também os gaffes que os pivot da sic dão. Sandro, devias também e como foi dito, ter dado uma opinião mais alargada aos restantes canais e não criticar so a SIC mas também percebo que se assim o fizesses tornar-se-ia maçudo. Experimenta fazer uma parte II da crónica. Continua o bom trabalho 😉

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