Falar Televisão Rubricas

Cinema em vias de extinção

Falar_Televisao 2012

Falar_Televisao 2012

Algumas das espécies em vias de extinção em Portugal são só o cachalote, a águia real, o pombo trocaz e o lince. No entanto, a par de tantas outras espécies, parece que o cinema português não durará assim tanto tempo quanto desejado.

Provavelmente será uma visão um tanto catastrófica e dramática, mas tal como todas as outras espécies de animais e plantas têm de ser protegidas e amparadas antes de sucumbirem, o cinema português necessita de uma produtiva estadia numa reserva natural. Existe cinema português, sim! Com qualidade, sim! Mas como podemos querer que as nossas produções cinematográficas possam competir com as do famoso distrito de Los Angeles, Hollywood? É o mesmo que querer que o nosso pombo-correio, alimentado precariamente, seja bom o suficiente para vencer o de um destacado treinador belga. Portanto, como podemos querer que o nosso produto seja o melhor se não lhe damos comida, ou seja, dinheiro?

Não seria melhor ver um filme português ao sábado à tarde ou ao domingo ao fim do dia? Não seria bom deixar de ver o filme que vimos na semana passada, e no mês anterior e no ano antecedente ao outro? Porque parece que os filmes das tardes das privadas são emitidos uma, e duas, e três, e….vezes, vezes sem conta. Não gostaria (eu gostaria) de ouvir a sua língua numa boa produção, na sua tarde de descanso semanal?

Enquanto que nos «States» é mais que habitual os atores viverem do cinema, no Brasil tem «status» quem faz teatro, já cá em Portugal é sortudo quem faz novela, privilegiado quem faz teatro e inexistente quem vive do cinema.

Com menos de 10 longas-metragens, de qualidade duvidosa, realizadas em Portugal anualmente podemos afirmar que até somos, considerando o baixo, muito baixo, financiamento a que estamos condicionados, bem merecedores dos prémios que recebemos e das condecorações e distinções que auferimos. Tudo isto sabendo que cinema português, BOM cinema português, é custeado pelo talento e entrega dos fabulosos atores, pelo trabalho e empenho dos incansáveis técnicos e, obviamente, pela paixão e loucura do arrebatador realizador.

  • JohnRoft

    Não concordo com tudo o que foi enunciado neste texto. O que a indústria cinematográfica norte-americana é hoje em dia, mereceu-o por mérito próprio sem “subsídios do Estado”. Porque razão o cinema português tem de ser altamente subsidiado quando no final pouca gente irá ver o filme? O Estado não pode suportar filmes quando a audiência que o vai ver seja pequena, pois não há retorno para o Estado (com Estado digo contribuintes).

/* ]]> */

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close