Falar Televisão

Celebridades?

Pseudo-celebridades.

Já falei em posts anteriores, e até já dei alguns exemplos. Mas achei que não era o suficiente. Afinal, hoje todos querem ser celebridades, seja por nada, ou por coisa nenhuma.

De acordo com o dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora:

Celebridade
1. Qualidade do que é célebre; notabilidade; fama.
2. Pessoa famosa.

Célebre
1. Que tem grande fama; famoso; celebrado.
2. Notável; ilustre.
3. Singular.
4. Extravagante (popular)

Como pude constatar pelo significado, ser célebre tem que ter alguns pré-requisitos: singularidade, ser notável, ilustre. No fundo ter uma mística em torno de si, ser inigualável.

Seguramente hoje a expressão está mal aplicada. Existem nomes na TV que não passam disso, nomes. Às vezes penso que diferença faria ver o meu nome nos créditos finais de um programa. Nenhuma.

Para mim, celebridades são uma Simone de Oliveira, um Ruy de Carvalho, uma Eunice Munoz. Alguém com corpo de trabalho, com provas do seu valor. São os “ilustres”. Então mas não existem celebridades mais novas? Com certeza, e têm mérito os que trabalham e desenvolvem continuamente o seu talento, desafiando-se a si próprios a cada dia.

Mas abundam as pseudo-celebridades, uns figurantes, outros personagens principais, outros apresentadores, mas com o mesmo problema: uma imagem completamente irrealista de si próprios, do seu estatuto e claro, sempre com uma boa dose de mania à mistura.

Tudo isto veio na sequência de uma conversa com um colega meu no outro dia, sobre o Peso Pesado. As próprias estações de TV já alimentam este tipo de celebridade, nos programas de Domingo à tarde. Neste caso concreto, alguns ex-concorrentes do programa (que ainda não acabou e, como tal, não deviam ser mostrados ao público, excepto no último programa!) pavoneavam-se em inaugurações de lojas e afins. De bradar aos céus, mesmo.
No Secret Story passou-se algo semelhante, e igualmente reprovável: para além da tourneé pelas discotecas do país (o que achei fabuloso, terem todos virado DJs da noite para o dia!), uns ainda tiveram a lata de ainda no programa dizerem que queria ser conhecidos, queriam oportunidades na televisão. A sério? Através de um reality-show? Bem, que descida dos parâmetros de qualidade.
Este desabafo serviu para mostrar a minha desilusão com o estado a que chegou a fama. Não me aflijo, porque sei que o mal não é apenas nacional (Paris Hilton, Kim Kardashian e afins), mas não deixa de ser triste esta nova cultura do ser famoso por… ser famoso!

  • Concordo inteiramente contigo e acrescento alguns dos bons jornalistas portuguesas, não nomeando ninguém. O trabalho de um jornalista é exaustivo, é permanente, é imediato, é imprevisível, ainda assim, passam um pouco despercebidos ao lado de uma Vera Ferreira ou de um José Castelo Branco. O mesmo se aplica aos verdadeiros apresentadores de televisão, aqueles que trabalham verdadeiramente num projeto do início ao fim.

  • Paulojrsoares

    eu não sei onde isto vai parar quando os portugueses se fartarem dos reality-show pois as estações todas têm um vazio total de ideias culpa dos diretores  de programas e de conteudos que são pessimos da a impressão que estão nos cargos porque tiveram uma cunha de alguem atualmente qualquer pessoa que entre num concurso em portugal é famosa 

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