Falar Televisão

Celebração dos 20 anos com muita saudade

Falar_Televisao 2012

Falar_Televisao 2012

É sexta-feira (yeah!), e como tal, é dia de mais um Falar Televisão. É o último desta semana. Semana esta que ficou marcada pela comemoração dos 20 anos da TVI na passada quarta-feira. Claro que, apesar de se ter falado muito sobre o assunto, não podia deixar escapar a oportunidade para deixar algumas palavras sobre estes 20 anos e as devidas festividades.

A estação de Queluz de Baixo já conta com 20 anos de vida. 20 anos atribulados, com derrotas, vitórias, sucessos, insucessos e fases. Os primeiros anos do canal Quatro foram um pouco confusos, não se sabia o que era aquela televisão ou qual o seu objetivo – aquela que na altura era a televisão da Igreja. Até 1998 a TVI era uma RTP1 nos dias de hoje ou pior ainda, chegando a estar em risco de fechar devido a questões financeiras. No entanto, nesse ano encontram uma pessoa chamada José Eduardo Moniz que muda tudo…

Em breves palavras quero apenas dizer que é mais do que nítido que o caminho da TVI é feito por fases, por Eras. A primeira fase vai desde 1993 a 1998, a segunda (a Era Moniz) de 1998 a 2009 e atualmente, a terceira fase, de 2009 até ao presente. José Eduardo Moniz, em apenas seis anos de trabalho, conseguiu colocar a TVI no primeiro lugar do pódio, líder absoluta. Mas como é que ele fez isso? Dizem que se deve apenas ao Big Brother e às novelas. Então não é que é mesmo verdade? Isso foi uma boa alavanca para captar a atenção dos espectadores. A partir daí era preciso dizer: «Ei, nós também estamos aqui! Não é só a RTP1 e a SIC» (foi mais ou menos assim que aconteceu.) Em menos de nada, a antiga estação da Igreja levou uma grande lavagem, a todos os níveis, e em 2000 estava preparada para enfrentar o novo século. Em 2009, José Eduardo Moniz abandona o barco deixando-o inclinado para um lado em risco de afundar. Isso não aconteceu, é certo! A prova disso é que este ano a TVI comemora 20 anos.

Debruçando-me mais sobre a gala no CCB (Centro Cultural de Belém): não achei nada de especial! Vi, gostei mas não adorei. As galas «à lá TVI» ou «à lá Moniz» (como queiram) já não existem. Foi uma festa muito disfarçada, com poucas lembranças, muito desfile, muita música, pouco entusiasmo e muita saudade. Saudade de José Eduardo Moniz, principalmente. Os profissionais que ainda trabalham na estação desde a «Era Moniz» ainda se sentem órfãos. Recordo o momento em que o jornalista Pedro Pinto começa por referir alguns antigos colegas da estação (em primeiro lugar o seu antigo diretor-geral). Quando de repente todos se levantam, virando-se para o marido de Manuela Moura Guedes e aplaudem durante uns bons segundos.

O segundo momento saudosista foi quando a dupla de apresentadoras, Iva Domingues e Leonor Poeiras, entrou no palco começando logo porque falar sobre os grandes formatos da estação – os reality shows. Leonor Poeiras chega mesmo a referir que a TVI passou a ter duas eras: a.M e d.M – antes de Moniz e depois de Moniz – aproveitando para aplaudirem e fazerem um agradecimento pessoal,uma vez mais ao ex-diretor-geral. Posto isto, é mais que óbvio que as «crias» ainda sentem a falta do «pai» que apesar dos quase quatro anos fora da TVI ainda deixa saudades e um vazio no canal.

Pelos vistos, estes atos saudosistas não são do agrado de todos. Conforme noticiado pel’ A Televisão, Helena Forjaz, Diretora de Comunicação Institucional e Corporativa da Media Capital, aproveitou a plataforma da empresa para demonstrar o seu descontentamento face a estas «homenagens».

Em suma, José Eduardo Moniz marcou uma década na televisão portuguesa, na estação de Queluz de Baixo, nos corações dos profissionais e também de alguns telespectadores. A TVI nunca mais será a mesma!

Até sexta-feira!

  • Daniel Marques

    Isto já não foi falado esta semana aqui?

    • nofanatic

      Pois foi.Deve ser para fazer a vontade aos fanáticos que ficaram ofendidos pelo facto da atv não ter elogiado totalmente a gala.Enfim….fanatismo a mais.

      • mas não foi a mesma pessoa e sendo uma rubrica a pessoa fala daquilo que quer. Eu tambem acho que o assunto foi badalado mas dai a chamar fanatismo, nao concordo.

        • dá-lhe

          Tiago Silva haja alguém inteligente. Muito bem! Para quem não sabe isto é uma rubrica semanal em que cada cronista fala do que quer e bem lhe apetece. Neste caso, o Marcos é o cronista das sextas-feiras do ‘Falar Televisão’. Se lessem o início ele referiu mesmo que já se falou muito sobre o assunto e que ele não quis deixar passar a oportunidade de também dar a sua opinião. Vocês é que vão logo para os fanatismos. Cresçam e apareçam! Aqui não há fanatismo nenhum. De certeza que não é para agradar ninguém, nem fanáticos da TVI nem da SIC.

      • iluminado

        Retard alert!

  • Maria

    Finalmente uma cronica decente!
    Parabens!

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