Falar Televisão

Assim é a Voz

Catarina Furtado pronta, claques afinadas, mentores sentados, concorrentes no palco. “Estamos no ar”. Está no ar a semi-final de A Voz de Portugal. Ou melhor, estava. Assim foi no passado sábado. Depois de várias semanas a adiar, finalmente estive presente no estúdio do programa da RTP. Sempre fui um fã de assistir a programas ao vivo. Adoro toda a mecânica que está por trás das câmaras. As brincadeiras de bastidores. Toda a envolvente cenográfica.

Ao entrar nos estúdios da Valentim de Carvalho mais uma vez percebi todo o esforço que é feito pela produção de formatos como estes. Mas que grande estúdio. Que grande capacidade de organização. Que grande envolvente técnica, que grande junção de recursos humanos. Tudo para, no fim, chegar até nós, telespectadores, o espectáculo que todos vemos semanalmente.

Assistir ao A Voz de Portugal foi assim delicioso. Confesso que nunca assistira a nenhum programa de caça talentos ao vivo, apenas ao Festival da Canção, e que fiquei agradavelmente surpreendido. Qualquer um daqueles jovens mostrou ali a garra que um enorme trabalho de pessoas entendidas aliado ao talento natural de cada um consegue. Foi um prazer sentir a força de Joana Jorge, a garra de Bianca Adrião, a alegria de Pedro Poseiro a fazer aquilo de que gosta, a inimitável presença em palco de Dennis Filipe, a elegância e profissionalismo de Carla Ribeiro, a sinceridade na voz de Ricardo Oliveira, a paixão de Salvador Seixas ou a ternura da voz de Daniel Moreira. Foram oito jovens talentos, que acabaram por ser reduzidos a quatro, mas que me fizeram sentir que, de facto, A Voz de Portugal é um concurso diferente. É claro que estou a falar com pouco conhecimento de causa (pois não assisti a outro talent-show), mas decidi arriscar. Foi um grande espectáculo, sem dúvida. O que não significa que os outros não o sejam. Acredito mesmo que tanto o Ídolos como  A Tua Cara Não me é Estranha também o sejam.

Pena que a audiência não mostre a forma como este programa é feito. A irrepreensível produção da CBV. A boa disposição de Rui Reininho. A constipação de Paulo Gonzo. A simplicidade e beleza de Mia Rose ou o glamour da elegantérrima Catarina Furtado. Foi mesmo um prazer e, se fosse possível, gostava de que todos aqueles que apreciam talento, fossem um dia a um programa como estes.

Parabéns a todos aqueles que fizeram e ainda vão fazer por, pelo menos, mais uma semana, A Voz de Portugal. Da minha parte, foi um prazer estar sentado na plateia desse grande evento televisivo.

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