Falar Televisão

A tua cara não foi nada estranha

Falar_Televisao 2012

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E chegou ontem à TVI a terceira edição de «A Tua Cara Não Me É Estranha» que, a verificar pelos resultados audiométricos, arrebatou por completo a concorrência. Apesar de não ser pelas audiências que se mede a qualidade de um programa, confesso que estava à espera desta grande vitória. E já aqui o tinha dito: «Vale Tudo» pode ser um formato excelente, com entretenimento para dar e vender, mas as imitações da TVI têm um fator (uma dinâmica diferente) que atrai mais público.

Para iniciar esta análise, tenho que abordar a entrada em estúdio de Fernanda Serrano, que se estreou no painel de jurados. Divinal mesmo. Não sou grande fã da atriz, mas confesso que me surpreendeu nesta primeira emissão. Julguei que fosse tarefa difícil existir alguém que nos fizesse esquecer tão rapidamente das histerias de Alexandra Lencastre, mas afinal nada está perdido. A protagonista de «Louco Amor» parece ser bastante divertida e acredito que nos vai proporcionar momentos bem divertidos (e tresloucados) nas próximas galas. Isso é quase garantido.

Na minha opinião, as quatro melhores imitações (sem qualquer margem para dúvidas) foram as de Inês Santos, Francisco Menezes, Diana Monteiro e Ricardo de Sá. Mesmo antes de pisar o palco, já era mais do que certo: Inês Santos é oficialmente a “galinha dos ovos de ouro” desta edição, assim como foi Luciana Abreu, FF, Romana e João Paulo Rodrigues. Sinceramente, eu até tinha a perfeita noção que, desta jovem, só podíamos esperar uma atuação dos nos cortar solenemente a respiração, mas o raio da rapariga superou qualquer expectativa criada. A “Maria Callas” que vimos ontem foi qualquer coisa de… wow! Bravo, muito bom.

Quanto a Francisco Menezes, que veio de programas como «Levanta-te e Ri» e «Companhia das Manhãs»: para primeira atuação, não esteve mesmo nada mal. Aliás, esteve incrivelmente brilhante. Já sabia que tinha estofo para isto, mas também surpreendeu-me por completo. Por momentos, parecia mesmo que estava a ouvir Jon Bon Jovi. Copiou a atitude na perfeição e relativamente ao timbre de voz… sem palavras. Boa, Francisco!

Já Diana Monteiro, a ex-Just Girls, também lhe reconhecia algum talento antes desta entrada para o programa. Na banda dos «Morangos com Açúcar», era claramente quem mais se destacava a nível vocal e acredito que a TVI apostou bem na sua presença para o formato de imitações. Apesar de não ter tido uma performance extasiante do tema «Diamonds» de Rihanna, a Diana encheu aquele palco com uma aura especial, deixando a promessa que ainda tem muito mais para dar.

Quanto a Ricardo de Sá, também foi uma magnífica revelação. Interpretou um tema bastante divertido dos Expensive Soul e provou que vai bem longe nesta competição. Canta bem, sabe imitar e tem aquilo que, se calhar, muitos não têm: carisma. Aparenta ser um jovem humilde e, só isto, é meio caminho andado para o sucesso. Para a semana, vai agitar o palco de «A Tua Cara Não Me É Estranha» com «Gangnam’ Style». Vai ser bonito, vai…

Relativamente, aos restantes quatro, que a meu ver não se destacaram assim tanto como estes concorrentes que acabei de referir: Nicolau Breyner, um dos mais votados pelo público, brindou-nos com aquilo que tão bem sabe fazer nas galas da TVI; Ruth Marlene provou que tem garra com o tema «Conquistador» dos Da Vinci; Wanda Stuart incrível na pele de Ney Matogrosso; e, por fim, João Didelet, que não se percebe muito bem o porquê de fazer parte deste leque de participantes. É que o próprio afirma que não sabe cantar. TVI… não havia mais opções?

Falemos agora de outros assuntos. Então e a Liliane Marise? A moça ainda nem surgiu em «Destinos Cruzados» e o seu nome já anda nas bocas do mundo. Ah, que ninguém duvide que a sua atuação foi das mais vibrantes desta gala. Todo o público presente levantou-se das cadeiras e bateu palmas ininterruptamente com o tema «Pancadinhas de Amor». Eu cá, gostei. Tiro o meu chapéu à versatilidade de Maria João Bastos e à agradável surpresa que tem sido esta cantora pimba, que ainda nem se estreou a 100%.

Bem, e para terminar, queria só referir que é bom que não nos lembremos apenas de aplaudir estes grandes talentos (como Inês Santos, Luciana Abreu…) só quando estão no auge dos auges. Só quando o sucesso vem ao de cima e a fama brilha reluzente sem parar. Sim, porque provavelmente daqui a uns tempos (cerca de dois, três meses), voltamos a esquecer o nome Inês Santos (provavelmente, digo eu). E quem diz “Inês Santos”, diz outros tantos exemplos. Não seria bom darmos também valor aos verdadeiros artistas quando estes brilham com a luz apagada? Pois…

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