Falar Televisão

A televisão por subscrição em Angola

Falar_Televisao 2012

O continente africano é, atualmente, um mundo de oportunidades. Enquanto que na Europa assistimos a uma recessão económica, em África temos assistido ao caminho inverso. Num mundo em que a Globalização tomou conta do nosso dia a dia, a televisão tem evoluído bastante naquele país. Tive a oportunidade, durante o presente ano, de experimentar dois operadores de televisão angolanos: ZAP e DStv Angola.

Comecemos por falar na ZAP, empresa esta detida pela ZON. Trata-se de uma operadora que tem bastantes parecenças com a sua congénere. Ainda não chegou lá a IRIS, mas atualmente, podemos ver alguns canais HD. Mas nem tudo são pontos positivos: peca por não ter um canal que transmita, em direto, o futebol espanhol e inglês. E não nos podemos esquecer que estamos a falar de um país em que há muitos jovens que jogam à bola na rua. De realçar que a Sport TV África está presente nesta operadora.

Já a DStv Angola é uma operadora com alguma margem de crescimento e que se tem revelado disposta a evoluir naquele país. Canais como TV Séries, Panda Biggs e TV Cine 4 foram algumas das apostas recentes da operadora, para se aproximar da oferta da concorrente. É de notar que nalguns pacotes desta operadora há canais que transmitem jogos do futebol espanhol e inglês, mas peca em termos de campeonato português. Isso deve-se ao facto de na DStv Angola apenas existir a SIC Internacional, sendo nesse canal emitido um jogo por jornada em canal aberto.

Será que não se poderia encontrar uma solução para que quem aprecie o desporto rei possa fazê-lo através de uma única operadora? Na visão do espectador penso que se deveria, mas temos assistido a mudança do paradigma das transmissões de futebol em Portugal, como tem-se visto com o caso dos jogos do Benfica em casa serem transmitidos no seu próprio canal a partir de 2013/2014.

Mas, de facto, algo que me surpreendeu foi a mecânica de pagamento, não só da televisão por subscrição, mas também noutros serviços: gás e telemóvel, por exemplo. No caso do pequeno ecrã, o cliente tem que efectuar um carregamento para poder ter acesso aos canais do pacote em questão. Não há contratos de fidelização, não há necessidade de pagar caso o cliente não esteja em casa.

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