Falar Televisão

A sua TV independente: a “siqui”

Nuno Santos bem tentou inverter o panorama que continuava a preencher a tábua rasa da estratégia da SIC. Em 2008, decidiu abolir por completo a transmissão das novelas da Globo no prime-time, optando por outros formatos como a ficção portuguesa de «Podia Acabar o Mundo» ou até o entretenimento mais popular e fácil de «Momento da Verdade» ou «VIP Manicure». Apostas falhadas que, num par de meses, deram lugar a enlatados como «Não Há Crise» ou «Tá a Gravar». Opções, à partida, menores mas que, de qualquer das formas, mantinham a ficção com sotaque arrumada no late-night e a obter, por vezes, algum sucesso nesse mesmo horário, como foi o caso de «Viver a Vida» (2010).

Bastaram quatro anos para que o “orgulho nacional” de Carnaxide se desvanecesse. Desde esta semana, a SIC transfere-se para o outro lado do oceano logo a partir das 10 da noite. Depois da xaropada brasileira ao fim da tarde, eis que, também no prime-time, «O Astro» e «Insensato Coração» encarregam-se de encher mais de duas horas da emissão da estação privada portuguesa. E o mais surpreendente é que, à luz dos números da Gfk, a estratégia tem tido sucesso. Nos últimos dias, a nova aposta da SIC/Globo tem constado do TOP dos programas mais vistos, não muito longe da ficção realmente portuguesa da TVI.
Palavras para quê? Parece que o público português prefere mesmo a “siqui” à SIC…

 

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